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Estímulos e energia dão força a Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam em terreno positivo, animadas pelos ganhos na energia e na expectativa de um novo pacote de estímulos à economia dos EUA.

O rápido contágio do coronavírus atirou os mercados acionistas mundiais para a pior semana desde 2008, com quedas acima de 11%.
Justin Lane/EPA
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Agosto de 2020 às 21:35
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O Dow Jones encerrou a somar 0,62% para 26.828,47 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,36% para 3.306,51 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,35% para 10.941,17 pontos, o que constituiu um novo recorde de fecho. Na negociação intradiária estabeleceu um novo máximo de sempre, nos 10.941,91 pontos.

 

Os intervenientes de mercado estão de olhos postos no Congresso, à espera de desenvolvimentos nas negociações de um novo pacote de estímulos.

 

Wall Street está na expectativa de que seja aprovada uma nova ajuda federal, no valor de 1 bilião de dólares.

 

Os congressistas estão a trabalhar nesse pacote de resgate que visa substituir alguns dos benefícios das versões anteriores dos pacotes de estímulos e que estão a expirar – nomeadamente novas ajudas ao desemprego (as anteriores, aprovadas no período da pandemia, expiraram na passada sexta-feira).

 

Os investidores norte-americanos têm assim o foco na possibilidade de serem aprovados esses estímulos adicionais no país – isto depois de este ano já terem sido injetados três biliões de dólares.

 

Do lado das perdas, destaque para a AIG (American International Group), que recuou 7,47% para 29,72 dólares depois de reportar perdas trimestrais de 7,9 mil milhões de dólares, o que acabou por contagiar negativamente a maioria das cotadas do setor financeiro.

 

Já nos ganhos, a Ford subiu 2,54% para 6,86 dólares, no dia em que a fabricante automóvel anunciou que o CEO, Jim Hackett, vai reformar-se e ser substituído pelo atual diretor de operações, Jim Farley.

 

O setor da energia em geral também se destacou nas subidas, numa sessão em que os preços do petróleo estiveram a negociar em alta.

 

Já a Apple prosseguiu a senda altista, tendo encerrado a ganhar 0,67% para 438,66 dólares, continuando assim a manter a posição de cotada mais valiosa do mundo – na passada sexta-feira, 31 de julho, destronou a Saudi Aramco do lugar cimeiro no pódio das maiores capitalizações bolsistas.

 

A Apple, que já sobe 50% este ano, está com um "market cap" de 1,88 biliões de dólares e a petrolífera estatal saudita com 1,76 biliões.

 

Em 2019, a empresa da maçã valorizou 85%. Assim, desde o final de 2018, a tecnológica liderada por Tim Cook acumula um ganho de 178%.

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