Fabricantes de chips e ameaças de Trump atiram Wall Street para o vermelho
Apesar de ter arrancado em alta, Wall Street encerrou a sessão com perdas, pressionada por um novo "sell-off" entre as fabricantes de chips. Palavras do Presidente dos EUA voltaram a colocar o Médio Oriente no centro das atenções, sendo que as perspetivas de paz sofreram um revés. Apple perdeu mais de 3,5%.
Os principais índices norte-americanos terminaram a sessão desta terça-feira com perdas, à exceção do Dow Jones, que voltou a beneficiar de uma rotação de ativos, depois de uma nova onda de vendas entre as cotadas tecnológicas ter pressionado Wall Street. Ameaças por parte do Presidente norte-americano ao Irão prejudicaram o sentimento dos investidores, depois de a sessão ter arrancado com os índices a negociarem em alta.
Neste contexto, o S&P 500 caiu 0,26%, para os 7.386,46 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, perdeu 0,97%, para os 25.678,82 pontos. Já o Dow Jones avançou 0,17%, para os 50.872,05 pontos. Durante a sessão, o S&P 500 chegou a perder mais de 2%, sendo que, tal como os restantes índices, conseguiu recuperar parte das perdas.
O petróleo reduziu as quedas que vinha a registar depois de Donald Trump ter afirmado que os EUA devem responder a um ataque a um helicóptero norte-americano, que o republicano diz ter sido levado a cabo por forças militares iranianas, diminuindo as esperanças de uma resolução rápida do conflito.
Nesta linha, o índice de volatilidade (VIX) da Bolsa de Opções de Chicago, conhecido como “índice (ou barómetro) do medo”, subiu para mais de 23 pontos, o nível intradiário mais alto do indicador desde 7 de abril, imediatamente após a publicação de Trump nas redes sociais.
Já a renovada volatilidade entre as gigantes dos semicondutores surgiu após uma subida que tinha colocado este grupo de empresas a caminho do seu melhor ano desde 1999. Embora as perspetivas a longo prazo do setor continuem ligadas a grandes gastos em inteligência artificial, os investidores questionam-se cada vez mais se as valorizações conseguirão acompanhar o ritmo após subidas em bolsa sem paralelo.
“Por muito que gostemos de ver a liderança da tecnologia, seria construtivo ver esta recuperação alargar-se a outros setores”, disse à Bloomberg Bret Kenwell, da eToro. “Quando a liderança se concentra num único segmento da tecnologia, a base do mercado torna-se um pouco mais instável”, resumiu.
No que toca às “sete magníficas”, a Nvidia perdeu 0,22%, a Tesla caiu 3%, a Alphabet subiu 0,31%, a Amazon deslizou 0,42%, a Meta subtraiu 0,14% e a Microsoft desvalorizou 2,02%. Já a Apple tombou 3,64%, depois de ontem ter apresentado a sua nova plataforma de inteligência artificial.