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Fidelidade tira Luz Saúde da bolsa a pagar 5,71 euros por acção

A Luz Saúde foi excluída do mercado bolsista. Fica impedida de regressar durante um ano. A Fidelidade pagará 5,71 euros por acção. A antiga Espírito Santo Saúde tinha estreado em bolsa, em 2014, a 3,20 euros.

Foi em Outubro de 2014 que a Espírito Santo Saúde passou a Luz Saúde com a oferta pública de aquisição da Fidelidade. Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Novembro de 2018 às 17:42
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A Luz Saúde está excluída de bolsa. O regulador do mercado de capitais aceitou o pedido para a retirada de mercado da empresa de saúde privada. A Fidelidade vai pagar 5,71 euros por cada acção que está nas mãos de investidores que não votaram favoravelmente esta saída de bolsa.


"A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ("CMVM") informa que, na sequência do requerimento apresentado em 3 de maio de 2018 pela Luz Saúde ("Luz Saúde"), em reunião do seu Conselho de Administração, realizada em 27 de Novembro de 2018, foi deliberado deferir o pedido de perda da qualidade de sociedade aberta apresentado", aponta o comunicado do regulador.

A Fidelidade quer tirar a empresa de bolsa desde Abril, data da assembleia-geral de accionistas da Luz Saúde que deliberou a perda da qualidade de sociedade aberta. Como está definido no Código dos Valores Mobiliários, tem sempre de haver um accionista a obrigar-se a comprar as acções nas mãos dos accionistas que não votaram favoravelmente aquela deliberação. 

A seguradora presidida por Jorge Magalhães Correia começou logo por apresentar uma contrapartida de 5,71 euros para aqueles accionistas, dizendo que retiraria a oferta caso o preço superasse os 5,75 euros. 

 

O regulador presidido por Gabriela Figueiredo Dias pediu a um auditor externo para a determinação da contrapartida dessa operação. "Consideramos que 5,52 euros, deve ser considerada a oferta mínima a oferecer", foi a conclusão da auditoria.

 

Só que o preço teve de ser mais alto do definido pelo auditor e foi de encontro ao preço oferecido pela Fidelidade. Isto porque tinha havido uma negociação de acções da Luz Saúde a 5,71 euros. Foi a este preço que a Fidelidade vendeu 49% da empresa liderada por Isabel Vaz à Fosun, como noticiado então pelo Negócios.

 

Por isso, em Outubro, a CMVM anunciou que a contrapartida teria de ser 5,71 euros. Só que, nessa altura, o procedimento relativo à perda da qualidade de sociedade aberta não estava concluído. 

 

Fora de mercado por um ano

A conclusão chegou esta quarta-feira, 28 de Novembro. E tem implicações por pelo menos um ano, conforme relembra o comunicado do regulador.

 

"A presente publicação da decisão da CMVM sobre a perda de qualidade de sociedade aberta da Luz Saúde implica, nos termos do disposto no artigo 29.º n.º 2 do Código dos Valores Mobiliários, ‘a imediata exclusão da negociação em mercado regulamentado das acções da sociedade e dos valores mobiliários que dão direito à sua subscrição ou aquisição, ficando vedada a sua readmissão pelo prazo de um ano’". 

Os vários preços da Luz Saúde
Assim, a retirada de bolsa da Luz Saúde acontece a 5,71 euros. É o valor mais elevado entre as grandes operações em torno da empresa dona do hospital da Luz.

A Luz Saúde estreou em bolsa, ainda como Espírito Santo Saúde, em Fevereiro de 2014. Nessa altura, a empresa estava avaliada em 3,20 euros.

 

Já a Fidelidade pagou 5,01 euros por cada título da Luz Saúde em Outubro de 2014, na oferta pública de aquisição então concretizada.  

Neste momento, a Fosun é dona de 49% da Luz Saúde, sendo que a Fidelidade, detida em 85% pelo grupo chinês, é dona de 49,79% do capital da prestadora de cuidados de saúde.

 



(Notícia actualizada às 18.15 com mais informações)

 

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