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Fusão vai levar acções do BCP a valer cerca de 1,34 euros

As acções do BCP fecharam a negociar nos 1,79 cêntimos. Segunda-feira, 75 títulos vão ser fundidos num só. Ou seja, o início da cotação será em torno de 1,3425 euros, embora não se saiba ainda com quantas casas decimais negociará.

Bruno Simões
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O BCP fechou a sessão desta sexta-feira, 21 de Outubro, a valer 1,79 cêntimos, ou 0,0179 euros, por acção na Bolsa de Lisboa. Não será face a esta cotação que a evolução do banco será determinada na próxima segunda-feira. Porque, pelo meio, haverá o reagrupamento de acções que levará à mudança do valor de cotação. 

O fim-de-semana vai passar e, com ele, 75 acções do banco liderado por Nuno Amado vão ser reagrupadas numa só. Juntando 75 acções a valer 1,79 cêntimos chega-se a 1,3425 euros por cada título. O que faz com que haja menos acções a representarem o capital do BCP. A capitalização bolsista permanecerá a mesma: esta sexta-feira, o valor de mercado está em 1.056 milhões de euros. 

Os accionistas do BCP tiveram, até hoje, para reagrupar os lotes das acções já que só grupos de 75 (ou seus múltiplos) podem ser reagrupados. De resto, nada tiveram de fazer já que a fusão é assegurada pelos intermediários financeiros. Aliás, esta semana houve uma elevada movimentação dos títulos da instituição financeira quando comparados com as últimas semanas. 

 

Tendo ficado com acções restantes nas suas carteiras, até um máximo de 74 acções, os accionistas vão receber uma contrapartida de 2,57 cêntimos por cada uma dessas antigas acções do BCP. As acções sobrantes serão adquiridas pelo BCP que vai promover, por conta dos titulares mas sem quaisquer encargos para estes, os títulos no mercado. Esse dinheiro deverá chegar aos accionistas, acredita a instituição financeira, até 8 de Novembro.


Foi também no dia 28 de Setembro, depois de anunciar o calendário para esta operação, que o BCP anunciou que ia dar prosseguimento às negociações exclusivas com a instituição chinesa.

Apesar da subida recente das acções, o BCP continua a acumular uma queda superior a 60% desde o início do ano e não tenderá a recuperar nos próximos tempos, até porque a Fosun acabou por colocar um travão na evolução dos títulos ao anunciar que estaria disponível para investir no banco através de um aumento de capital reservado, cujo preço por acção não superasse os 2,0 cêntimos.

Esta operação ocorre num momento em que a comissão executiva liderada por Nuno Amado continua a negociar com a Fosun a compra de 16,7% do BCP pelo grupo chinês. A realização da fusão de acções era uma das condições impostas pela dona da Fidelidade e da Luz Saúde para concretizar o investimento. Para que esta operação pudesse avançar, foi necessária uma alteração ao Código de Valores Mobiliários para que houvesse enquadramento jurídico para um reagrupamento de acções sem que o capital social fosse reduzido. O Governo promoveu essa alteração, que teve aceitação por parte do Presidente da República em menos de 48 horas. 




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