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BCP cai mais de 2,5% em dia de fusão de acções

A fusão das acções do BCP efectivou-se esta segunda-feira, com os títulos a caírem mais de 2,5%.

O BCP é a terceira acção que mais desce no Stoxx 600. Os títulos do banco português desvalorizam 50,90% em 2016, com a queda a intensificar-se na última semana. Nas passadas cinco sessões, as acções do banco liderado por Nuno Amado cerca de 25%, pressionado por receios de que tenha que avançar para um aumento de capital, pela exclusão de um índice de referência global e por uma nota negativa do Goldman Sachs.
Bloomberg
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O BCP desceu 2,79% para 1,305 euros, no primeiro dia de negociação após a concretização da fusão dos títulos, com cada investidor a ficar com uma acção por cada 75 detidas. 
 
Os accionistas do BCP tiveram, até sexta-feira, 21 de Outubro, para reagrupar os lotes das acções já que só grupos de 75 (ou seus múltiplos) podem ser reagrupados. De resto, nada tiveram de fazer já que a fusão é assegurada pelos intermediários financeiros. Aliás, na semana passada houve uma elevada movimentação dos títulos da instituição financeira quando comparados com as últimas semanas.

Tendo ficado com acções restantes nas suas carteiras, até um máximo de 74 acções, os accionistas vão receber uma contrapartida de 2,57 cêntimos por cada uma dessas antigas acções do BCP. As acções sobrantes serão adquiridas pelo BCP que vai promover, por conta dos titulares mas sem quaisquer encargos para estes, os títulos no mercado. Esse dinheiro deverá chegar aos accionistas, acredita a instituição financeira, até 8 de Novembro.

Foi também no dia 28 de Setembro, depois de anunciar o calendário para esta operação, que o BCP anunciou que ia dar prosseguimento às negociações exclusivas com a instituição chinesa.

Apesar da subida recente das acções, o BCP continua a acumular uma queda superior a 60% desde o início do ano e não tenderá a recuperar nos próximos tempos, até porque a Fosun acabou por colocar um travão na evolução dos títulos ao anunciar que estaria disponível para investir no banco através de um aumento de capital reservado, cujo preço por acção não superasse os 2,0 cêntimos.

Esta operação ocorre num momento em que a comissão executiva liderada por Nuno Amado continua a negociar com a Fosun a compra de 16,7% do BCP pelo grupo chinês. A realização da fusão de acções era uma das condições impostas pela dona da Fidelidade e da Luz Saúde para concretizar o investimento. Para que esta operação pudesse avançar, foi necessária uma alteração ao Código de Valores Mobiliários para que houvesse enquadramento jurídico para um reagrupamento de acções sem que o capital social fosse reduzido. O Governo promoveu essa alteração, que teve aceitação por parte do Presidente da República em menos de 48 horas. 

Desde o início do ano as acções recuam 64%





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