Ganhos do retalho e construção levam Lisboa a renovar máximos de 16 anos
A Jerónimo Martins e a Teixeira Duarte lideraram os ganhos, numa sessão mista a nível europeu. O grupo EDP e o BCP travaram a subida do índice nacional, que continua a negociar em máximos de mais de década e meia.
A bolsa de Lisboa fechou em alta esta quarta-feira, num dia em que as principais praças europeias fecharam em sentidos diferentes, com a apresentação de resultados empresariais mistos.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 0,61% para 8.881,79 pontos, com 11 dos seus 16 títulos no verde. O PSI encontra-se em máximos de mais de 16 anos, fechando em alta pela quarta sessão consecutiva.
Nesta sessão, o retalho e a construção impulsionaram os ganhos, com a Jerónimo Martins a liderar a tabela, valorizando 3,28% para 20,78 euros, seguida da Teixeira Duarte, que ganhou 3,18% para 0,487.
Ainda nestes setores, a Sonae ganhou 1,76% para 1,746 euros, enquanto a Mota-Engil subiu 2,10% para 4,672 euros, apesar da pressão acrescida das "short sellers" sobre a construtora.
Destaque também para os ganhos de mais de 2% da Altri e da Nos. A operadora de telecomunicações ganhou 2,10% para 4,61 euros e a produtora de pasta de papel valorizou 2,04% para 4,51%.
Depois de ter sido distinguida pelo JP Morgan como a petrolífera de eleição na Península Ibérica, a Galp registou ganhos pouco expressivos: subiu 0,27% para 16,99 euros.
A pressionar, estiveram os pesos pesados da energia e o BCP. A EDP recuou 0,51% para 4,319 euros, a EDP Renováveis desceu 0,53% para 13,13 euros e o banco caiu 0,89% para 0,9322 euros – registando o pior desempenho do dia.
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