Vodafone reativa serviço móvel nos concelhos afetados, mas alerta para impacto de nova depressão
Depois das críticas de Marcelo, a telecom relembra que “estes trabalhos são muito exigentes e sujeitos a algum grau de incerteza, pois dependem das condições de acesso e reparação das estruturas destruídas e de fatores terceiros, como o fornecimento de eletricidade ou o estado do tempo”.
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A Vodafone diz que já reativou a rede móvel nos concelhos inicialmente afetados, ainda que se esteja a registar alguma instabilidade. Contudo, com os alertas do agravamento do estado do tempo nos próximos dias, fruto da depressão Leonardo, a operadora assume que pode haver novas interrupções. “A Vodafone continua empenhada na total recuperação dos seus serviços interrompidos pela depressão Kristin. Nesta sequência, reativou-se a rede móvel em todos os 58 concelhos inicialmente afetados, ainda que, em alguns casos, de forma parcial e sujeita a instabilidade. Em dois desses concelhos - Ferreira do Zêzere e Vila de Rei - o grau de degradação do serviço ainda é elevado”, revela fonte oficial da operadora liderada por Luís Lopes.
A operadora recorda que “instalou, desde o início, várias soluções móveis de emergência, entre as quais camiões itinerantes e ‘bolhas’ de conectividade e autonomia energética, como as que está quarta-feira [4 de fevereiro] estão a ser colocadas nas estações-base localizadas juntos às autoestradas A1, A8 e A17, para melhorar o acesso à rede móvel nestas vias de circulação”.
Nos próximos dias, assume fonte da empresa, novos meios vão chegar ao terreno para complementar a ação que tem sido levada a cabo.
A empresa assume que está ainda a trabalho no restabelecimento do serviço fixo nas zonas afetadas, embora este este “muito dependente da reparação de cortes de fibra”.
Quase em jeito de resposta ao Presidente da República, que disse que as operadoras de telecomunicações se “portaram mal”, uma vez que ainda existem muitos municípios sem comunicações, a Vodafone relembra que “estes trabalhos são muito exigentes e sujeitos a algum grau de incerteza, pois dependem das condições de acesso e reparação das estruturas destruídas e de fatores terceiros, como o fornecimento de eletricidade ou o estado do tempo”.
Por isso mesmo é que, e mediante a confirmação do agravamento das condições meteorológicas previstas para os próximos dias, a Vodafone avisa que “o ritmo de trabalho para a reposição dos serviços poderá ser ainda mais afetado”.
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