pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Supervisor vai avançar com proposta ao Governo para conta-poupança e investimento

A CMVM diz querer apresentar o documento ainda este ano, mas não adianta qualquer prazo. O objetivo é aproveitar "todo o potencial" da recomendação feita pela Comissão Europeia.

Luís Laginha de Sousa, presidente da CMVM, recusou adiantar prazo para apresentação da proposta.
Luís Laginha de Sousa, presidente da CMVM, recusou adiantar prazo para apresentação da proposta. Duarte Roriz / Medialivre
16:40

A conta de poupança e de investimento individual, recomendada pela Comissão Europeia, vai dar um novo passo em Portugal. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tem uma proposta em “estado adiantado” que se prepara para apresentar ao Governo, segundo anunciou esta quarta-feira o presidente Luís Laginha de Sousa. Apesar de não ter um prazo definido, este é um dos objetivos da CMVM para este ano.

“Sabemos que não existem balas de prata, mas pensando nas soluções que podem, se adequadamente definidas e implementadas dar um maior contributo estrutural para endereçar desafios que nós temos e para os quais o mercado de capitais pode contribuir, pensamos que a conta pode ter um papel muito relevante”, afirmou Laginha de Sousa, num encontro com jornalistas.

O supervisor do mercado de capitais tinha-se proposto, em 2024, a para os investidores. O líder explica agora que esse trabalho chegou a avançar e o mercado foi auscultado. Contudo, acabou por recuar face ao projeto que se desenhava a nível europeu e que acabaria por ficar sob a alçada da comissária portuguesa Maria Luís Albuquerque.

A ideia da CMVM é explorar todo o potencial da recomendação da Comissão Europeia sobre este tipo de contas. José Miguel Almeida, administrador da CMVM

Em outubro do ano passado, de contas de poupança e de investimento individual (SIA, na sigla em inglês), no âmbito da União da Poupança e dos Investimentos. A ideia é que estes produtos sejam uma alternativa aos tradicionais depósitos a prazo com baixos retornos e que as contas sejam flexíveis, com benefícios fiscais e focadas em investimentos dentro da UE.

Sem querer adiantar o conteúdo do documento que será entregue ao Governo PSD – –, o membro do conselho de administração da CMVM, José Miguel Almeida explicou que “a ideia da CMVM é explorar todo o potencial da recomendação da Comissão Europeia sobre este tipo de contas”.

Bruxelas defende, por exemplo, incentivos fiscais e processos simplificados, bem como um travão a custos como as comissões, nomeadamente na transferência de portefólio entre instituições financeiras. É ainda aconselhado que os ativos abrangidos sejam alargados.

“Procuraremos tirar todo o partido da recomendação. A importância da simplicidade é que, quanto mais complexa for esta conta, mais custos terá”, advertiu José Miguel Almeida. “O sucesso de qualquer instrumento financeiro beneficia de ser atrativo para quem o vai comprar e para quem o vai disponibilizar”.

A CMVM não se quis comprometer com qualquer prazo para a entrega da proposta e Luís Laginha de Sousa sublinhou que os passos seguintes estão do lado do Governo. “É um trabalho que está num estado adiantado e que estejamos em condições de apresentar tão depressa quanto possível. É um contributo que devemos dar e depois caberá ao Governo avaliar e tomar as decisões que considerar”, afirmou.

É um contributo que devemos dar e depois caberá ao Governo avaliar e tomar as decisões que considerar. Luís Laginha de Sousa, presidente da CMVM

A proposta relativa à criação desta conta inclui-se no objetivo de mobilizar para um mercado mais desenvolvido, no âmbito do qual a CMVM pretende igualmente dar continuidade à dinamização da iniciativa Via Mercado e à implementação do Plano do CMVM inov, bem como desenvolver uma Zona Livre Tecnológica (ZLT) para o mercado de capitais para promover a inovação e a competitividade do setor.

Para assegurar uma supervisão orientada para os resultados, a CMVM vai reforçar a ação de supervisão, presencial e à distância, sendo . A supervisão será também aprofundada em matéria de governo societário, modelos de negócio, indicadores de performance dos auditores, conflitos de interesses e gestão de riscos na gestão de ativos.

Reforçar a confiança dos investidores (, reforçando a prevenção da burla e fraude digital financeira ou através do lançamento de uma nova app do investidor) e capacitar e agilizar a CMVM (nomeadamente do domínio da inteligência artificial) estão igualmente entre os objetivos para 2026.

(Notícia atualizada)

Ver comentários
Publicidade
C•Studio