Grupo EDP puxa pela bolsa de Lisboa. Vendas da Jerónimo Martins não animam investidores
Sete cotadas negoceiam em terreno positivo e oito em terreno negativo.
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A bolsa de Lisboa começa a sessão desta quarta-feira em alta, acompanhando às 08:13 horas a congénere de Paris que também negociava com ganhos. Já Amesterdão seguia em queda no arranque da sessão. O PSI avança 0,18% para os 8.574,56 pontos.
A alta da bolsa de Lisboa deve muito ao arranque das cotadas do grupo EDP. A EDP Renováveis avança 1,64% para os 12,99 euros por ação, enquanto a casa-mãe avança 0,98% para os 4,139 euros por título.
As ações das cotadas do grupo EDP tiveram uma revisão em alta por parte do analista da JB Capital Markets: na EDP a recomendação passa de "neutral" para "buy" (o equivalente a comprar), com um preço-alvo de 4,50 euros por título; o mesmo acontece com a EDP Renováveis, mas com o preço-alvo para os próximos doze meses a situar-se nos 14,50 euros.
Também o BCP está a negociar em terreno positivo, com as ações a avançarem 0,32% para os 0,8910 euros. O banco UBS decidiu aumentar o "target" do BCP em quase dez cêntimos, prevendo agora que a instituição financeira portuguesa toque nos 0,96 euros no período de um ano.
Ibersol (0,81%), REN (0,46%), Mota-Engil (0,42%) e Corticeira Amorim (0,15%) completam a restante tabela de ganhos do PSI no arranque da sessão.
Do lado as perdas, é a Jerónimo Martins aquela que mais se destaca, cedendo 1,62% para os 20,66 euros por título. Os investidores estão ainda a digerir os resultados preliminares de vendas apresentados na terça-feira já depois do fecho da sessão.
As vendas da Jerónimo Martins aumentaram 7,6% em 2025 para 35.991 milhões de euros, de acordo com dados preliminares divulgados nesta terça-feira. "O sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança, pese embora o clima de incerteza geopolítica que continua a influenciar o sentimento das famílias", sublinhou o presidente do conselho de administração e CEO, Pedro Soares dos Santos, na mensagem que acompanha o comunicado enviado à CMVM.
No entanto, analistas ouvidos pela Bloomberg apontam o abrandamento nas vendas LFL (Like-For-Like, indicador de vendas comparáveis) da Biedronka (que situou-se nos 2,4% em termos homólogos no último trimestre, contra os 3,6% registados no terceiro trimestre), resultado da deflação registada em algumas categorias de produtos. A rede de supermercados polaca representa 70% das vendas da Jerónimo Martins.
Semapa (- 0,68%), Altri (- 0,33%), CTT (- 0,27%), Sonae (- 0,24%), Nos (- 0,12%), Navigator (- 0,06%) e Galp (- 0,06%) também registavam perdas. A petrolífera recua num contexto no qual o petróleo está em queda nos mercados internacionais.
A Teixeira Duarte era a única cotada que ainda negociava inalterada.
Acompanhe toda a evolução dos mercados desta quarta-feira aqui.
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