Lisboa segue maré vermelha europeia. CTT afundam mais de 11%
O índice de referência nacional não escapou às perdas em torno de 2% motivadas pela intensificação do conflito no Médio Oriente.
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A bolsa de Lisboa seguiu as pesadas perdas das praças europeias esta quinta-feira, num momento em que se intensifica o conflito no Médio Oriente, com os ataques do Irão a várias infraestruturas petrolíferas do Médio Oriente.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 2,06% para 8.946,83 pontos, com 14 dos seus 16 títulos no vermelho, fechando em baixa pela quarta das últimas cinco sessões.
Os CTT foram a cotada mais penalizada, tendo afundado 11,08% para 5,94 euros, no seguimento da apresentação de resultados. Apesar de os lucros terem crescido 11% em 2025 para mais de 50 milhões de euros, o CEO João Bento, que está de saída do cargo apontou perspetivas mais fracas para os resultados do atual trimestre.
Também após a apresentação de números, a Jerónimo Martins recuou 7,34% para 19,96 euros, enquanto a rival retalhista Sonae perdeu 5,74% para 1,838 euros. Os lucros da Sonae aumentaram para 247 milhões de euros, registando vendas recorde em 2025, enquanto os lucros da Jerónimo Martins subiram 7,9% para 646 milhões de euros, voltando a acelerar no ano passado.
As construtoras e o BCP situaram-se entre as principais perdas, com a Teixeira Duarte a recuar 5,28% para 0,413 euros, a Mota-Engil a descer 3,73% para 4,186 euros e o banco a perder 2,69% para 0,7948. A construção e a banca têm sido dos setores mais penalizados desde o início do conflito no Irão.
Apesar do crescimento dos lucros apresentados pelas empresas, a incerteza em relação às perspetivas para o início ano devido ao conflito no Médio Oriente pesou na reação dos investidores.
A Galp foi uma das duas cotadas a escapar às perdas, novamente impulsionada pelo disparo do crude nos mercados internacionais. A petrolífera ganhou 3,79% para 22,16 euros, enquanto a Nos também subiu, com um ganho de 0,75% para 5,39 euros.