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Lisboa acompanha ganhos da Europa após anúncio do BCE

O Banco Central Europeu anunciou que vai comprar 60 mil milhões de euros em dívida pública e privada por mês. Esta revelação fez a bolsa nacional acentuar os ganhos que vinha a registar. Porém, à medida que a conferência de imprensa de Mario Draghi decorreu, um alívio dos ganhos começou a verificar-se.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 22 de Janeiro de 2015 às 14:44
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O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, no primeiro encontro de 2015, avançar com um programa de compra de dívida soberana e privada, no montante de 60 mil milhões de euros mensais, já a partir de Março. E a reacção dos mercados não se fez esperar. As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, com o IBEX 35 a liderar os ganhos no Velho Continente.

 

Lisboa está também a acompanhar esta tendência, estando por esta altura a somar 0,57% para os 5.180,97 pontos, com 13 empresas no verde e cinco em queda. Porém, por volta das 13h45 em Lisboa - sensivelmente quando Mario Draghi, presidente do BCE, anunciou estas medidas de estímulo - a praça nacional subiu 1,68%.

 

Na praça lisboeta, em destaque estão os títulos da PT SGPS, que retoma esta quinta-feira a assembleia-geral, e do sector financeiro. A PT SGPS soma 19,72% para 76,5 cêntimos, depois de hoje já ter crescido 24,26% para 79,4 cêntimos. O Negócios escreve hoje que a aceitação de venda da PT Portugal está iminente na reunião, que pode ter Oi e não ter Menezes Cordeiro, presidente da mesa da assembleia-geral. O Novo Banco, que tem 10% dos votos na PT SGPS (apesar da participação accionista ser de 12,6%), é determinante no desfecho da assembleia-geral desta quinta-feira, 22 de Janeiro. Não costuma estar muito capital presente nas assembleias, o que leva a que os accionistas com mais acções acabem por ter um peso maior.

 

Entretanto, esta quarta-feira, 21 de Janeiro, o Governo fez saber que não irá tomar posição nesta assembleia. O Governo "não vai tomar posição" na assembleia-geral da PT, assegurou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ontem no Parlamento.

 

Ainda que, o ponto desta assembleia-geral seja a venda da PT Portugal, o Negócios escreve também esta quinta-feira que os accionistas vão aproveitar a presença de Bayard Gontijo, presidente da Oi, e da administração da PT para outras questões, como a auditoria da PricewaterhouseCoopers e as aplicações da empresa portuguesa na Rioforte.

A Nos valoriza 1,05% para 5,477 euros.

 

A banca está também a acentuar os ganhos registados no início da manhã. O BPI soma 2,58% para 95,6 cêntimos e o BCP cresce 1,82% para 7,29 cêntimos. O Banif valoriza 1,64% para 0,62 cêntimos.

 

Na energia, o sentimento é misto. A Galp Energia cede 0,39% para 9,231 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo seguem sem uma tendência definida nos mercados internacionais. A EDP perde 0,83% para 3,461 euros e a EDP Renováveis aprecia 0,68% para 5,743 euros. A REN soma 1,52% para 2,477 euros.

 

No retalho, a Jerónimo Martins cede 0,39% para 9,771 euros e a Sonae desce 0,78% para 1,14 euros.

 

O grupo Sonae obteve, durante o exercício de 2014, um volume de negócios na área da distribuição – alimentar e especializada, dentro e fora de Portugal – de 4.751 milhões de euros, de acordo com os dados preliminares divulgados esta quarta-feira, 21 de Janeiro, pela "holding", após o fecho do mercado. Os valores representam um aumento de 2,7% face aos 12 meses de 2013, segundo a mesma fonte.  

 

A área de retalho alimentar, responsável por mais de 70% das receitas da SGPS liderada por Paulo de Azevedo (com base nos dados consolidados até Setembro), concentrada na Sonae MC, cresceu 1,3% em 2014. Segundo os dados apresentados ao mercado, evoluiu de 3.415 milhões de euros em 2013 para 3.461 milhões de euros.

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