Manhã difícil para as companhias aéreas europeias. Lufthansa e IAG tombaram mais de 10% em bolsa
Ações das empresas de aviação estão agora em recuperação, à medida que os investidores digerem os mais recentes acontecimentos do conflito no Médio Oriente. Incerteza sobre prolongamento do conflito pesa na decisão dos investidores.
Manhã difícil nas praças europeias para as principais companhias aéreas, em reação ao escalar dos conflitos no Médio Oriente. As grandes empresas do setor arrancaram com perdas significativas, estando neste momento em ligeira recuperação, mas registando ainda quedas acentuadas.
A alemã Lufthansa, que decidiu suspender os voos para o Médio Oriente até 8 de março, viu as ações caírem um máximo de 11,31% para os 8,06 euros por título na negociação desta segunda-feira. Neste momento, as ações recuam 5,79% para os 8,562 euros por título.
Também o grupo IAG, dona da British Airways e da Iberia, chegou a tombar 12,74% com as notícias do conflito no Médio Oriente, para os 369,70 cêntimos de libras esterlinas. A esta hora já recuperou, cedendo 5,48% para os 400,40 "pence".
A queda expressiva está relacionada com o sentimento negativo geral dos investidores face ao escalar do conflito no Médio Oriente, após o ataque deste fim de semana dos EUA e de Israel contra o Irão, mas no caso das transportadoras aéreas justifica-se com o impacto imediato que o conflito pode ter, sobretudo com o encerramento do espaço aéreo em algumas zonas da região – o que afeta as ligações não só para o Médio Oriente, como para os países asiáticos.
"A situação mantém-se altamente volátil e é incerto quanto tempo este conflito irá durar, existindo riscos potenciais para o abastecimento de energia, para o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, para as viagens aéreas e o turismo", analisou Emmanuel Cau, da área de estratégia do Barclays, citado pela agência de notícias financeiras Bloomberg.
Por seu lado, a Air France-KLM tombou um máximo de 10,12% na sessão de segunda-feira, para os 11,055 euros por título, recuando atualmente 8,13% para os 11,30 euros.
Também a EasyJet não escapou ao sentimento negativo dos investidores para com as companhias aéreas. Depois de ter chegado a tombar 7,26% para os 430,30 cêntimos de libra esterlina, recua atualmente 3,82% para os 446,30 "pence".
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