Maré vermelha na bolsa de Lisboa. Galp escapa e dispara 8%, Ibersol afunda 8%
Com exceção da Galp, as restantes cotadas do PSI estão todas a registar fortes recuos.
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A bolsa de Lisboa começa a sessão desta segunda-feira, a primeira após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, em queda, com quase todas as cotadas a recuarem de forma significativa no arranque da sessão. Às 08:11 horas, o PSI cedia 1,25% para os 9.160,34 pontos.
O grande destaque do arranque da sessão vai para a Galp. Não só a petrolífera consegue escapar à "maré vermelha" que está a afetar as restantes cotadas, como as ações da empresa estão a disparar 8,42% para os 19,78 euros por título.
A Galp anunciou nesta manhã de segunda-feira os resultados de 2025, ano que encerrou com um resultado líquido ajustado recorde de 1.154 milhões de euros. É uma subida de 20%, face aos lucros do ano anterior, que tinham sido de 961 milhões de euros. Neste sentido, o conselho de administração irá propor à Assembleia Geral um aumento de 4% do dividendo por ação para 0,64 euros, relativo ao exercício de 2025, tendo já sido antecipado um dividendo intercalar de 0,31 euros por ação em agosto de 2025. O dividendo será complementado por um programa de recompra de ações de 250 milhões de euros, destinado a cancelamento, com início previsto para março de 2026.
Além dos resultados positivos, a petrolífera portuguesa beneficia também do galopar dos preços do petróleo nos mercados internacionais, que sobem perto de 9% a esta hora.
Tirando a Galp, as restantes 15 cotadas do PSI estão em queda. Os pesos-pesados EDP Renováveis (-1,42%), EDP (- 1,68%), Jerónimo Martins (- 1,80%) e BCP (- 3,41%) pressionam todos a praça portuguesa.
A maior queda do arranque da sessão pertence, no entanto, ao grupo Ibersol, que cai 8,73% para 10,45 euros por título. A empresa, que opera restaurantes das marcas Pizza Hut, KFC e Taco Bell no mercado português, tem uma maior exposição aos EUA, um dos países envolvidos nos ataques deste fim de semana.
Já as construtoras Mota-Engil e Teixeira Duarte recuam ambas mais de 4%, para os 4,940 euros e 0,486 euros por título, respetivamente.
De destacar ainda a Semapa, cujas ações recuam 3,58% para os 22,70 euros. A empresa apresentou resultados na sexta-feira, já depois do fecho do mercado, sendo esta a primeira negociação de reação. A Semapa registou em 2025 lucros de 156,6 milhões de euros, o que representa uma quebra de 32,7% face aos 232,7 milhões apurados em 2024. A administração da Semapa vai propor um dividendo bruto de 0,626 euros por ação pelos resultados obtidos no ano passado, indicou a "holding" da família Queiroz Pereira.
Acompanhe a evolução dos mercados desta segunda-feira aqui. E acompanhe a evolução da situação no Médio Oriente aqui.
(Notícia corrigida para refletir os restaurantes que a Ibersol opera no mercado português)
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