Bolsa "Muito, muito perto" de Trump dá ganhos às bolsas

"Muito, muito perto" de Trump dá ganhos às bolsas

As bolsas dos EUA encerraram em alta, sustentadas pelo otimismo em torno das negociações comerciais entre Washington e Pequim. Depois de ontem o presidente norte-americano ter falado em progressos nas conversações, hoje reiterou esse cenário e já está a agendar cimeira com o homólogo Xi para assinarem um acordo.
"Muito, muito perto" de Trump dá ganhos às bolsas
Reuters
Carla Pedro 25 de fevereiro de 2019 às 21:15

O Dow Jones fechou a somar 0,23% para 26.091,95 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,12% para 2.796,11 pontos – a negociar atualmente no mais alto nível desde 8 de novembro.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,36% para 7.554,46 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico foram sobretudo impulsionadas pela expectativa de um acordo comercial entre os EUA e a China.

 

Esta evolução positiva das negociações comerciais também deu gás às bolsas chinesas, com a praça de Xangai a registar a melhor sessão em mais de três anos.

 

O presidente norte-americano intensificou este domingo a expectativa de um entendimento comercial entre os EUA e a China antes da data-limite de 1 de março. E por isso decidiu adiar a imposição de novas tarifas aduaneiras nessa data, estando agora a pensar já no encontro com o seu homólogo chinês para selarem um acordo.

 

Esta segunda-feira, Donald Trump reiterou a mensagem, dizendo que as duas maiores economias do mundo estão "muito, muito perto" de um acordo. O chefe da Casa Branca disse que o próximo encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, sobre a atual guerra comercial entre Washington e Pequim, será uma cimeira "para assinar" um acordo.

 

Os setores que mais se destacaram nas subidas foram assim o tecnológico e industrial, que são grandes exportadores dos seus produtos e serviços para a China.

 

A valorização das empresas de microchips, que têm uma grande exposição ao mercado chinês, ajudou o índice de semicondutores de Filadélfia a subir 1,2%.

 

Muitas empresas do ramo industrial que dependem grandemente da China para as suas receitas, como a Boeing e a Caterpillar, também beneficiaram deste otimismo perante um possível acordo comercial.

 

Mas o maior impulso no setor industrial foi dado pela General Electric, que disparou perto de 9% depois de anunciar a venda da sua unidade de biofarmácia à Danaher Corp por 21,4 mil milhões de dólares, tendo encerrado depois a subir 6,39% para 10,82 dólares. Já a Danaher escalou 8,52% para 123,15 dólares.

 

Este otimismo na frente comercial e os sinais mais brandos por parte do banco central dos EUA têm estado a impulsionar Wall Street nas últimas semanas, com o S&P 500 a apenas 4,5% do seu recorde de fecho, atingido em setembro último.

 

Outro destaque da sessão foi para a Spark Therapeutics, que idparou 120,09% para 113,48 dólares após o anúncio de que a farmacêutica suíça Roche acordou a compra da empresa por 4,3 mil milhões de dólares.

 

E em matéria de fusões e aquisições, as novidades não se ficaram por aqui. A canadiana Barrick Gold lançou uma oferta de compra hostil sobre a sua rival norte-americana Newmont Mining, por perto de 18 mil milhões de dólares. A Newmont cedeu 1,04% para 36,10 dólares porque o preço oferecido representa um desconto face ao valor da empresa.

 

Por seu lado, a empresa de media europeia RTL vendeu a Universum Film – uma unidade especializada em direitos cinematográficos – à private equity norte-americana KKR. O valor não foi divulgado.




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