Bolsa PSI-20 acentua queda e já está em mínimos de Março de 2017

PSI-20 acentua queda e já está em mínimos de Março de 2017

A bolsa nacional está a cair pela quarta sessão consecutiva, com três cotadas em mínimos de mais de um ano.
PSI-20 acentua queda e já está em mínimos de Março de 2017
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 20 de novembro de 2018 às 12:21

A bolsa nacional, que segue com sinal vermelho pela quarta sessão consecutiva, está a acentuar a tendência negativa do início da manhã, em linha com as principais praças europeias. O PSI-20 desvaloriza 0,86% para 4.861,51 pontos, depois de já ter caído mais de 1% para negociar no valor mais baixo desde Março de 2017.

Apenas duas cotadas do PSI-20 estão com sinal verde, duas estão inalteradas e as restantes 14 estão em queda, três das quais em mínimos de mais de um ano.

Na Europa, o cenário é de perdas generalizadas, com os mercados a serem arrastados pelas tecnológicas, que já ontem penalizaram Wall Street e a generalidade dos mercados asiáticos. Este movimento foi desencadeado pela Apple, que perdeu 4%, depois de ter sido noticiado que a empresa cortou os pedidos de produção de três modelos do iPhone lançados em Setembro.

 

A notícia adensou os receios em torno da procura pelo smartphone da Apple, penalizou fortemente o desempenho da cotada em bolsa, que acabou por arrastar todo o sector.

 

O índice de referência para a Europa está a cair pela quinta sessão consecutiva, com as tecnológicas a penalizar, juntamente com a banca e com as cotadas do sector dos media. O Stoxx600 desliza 0,48% para 353,40 pontos, depois de já ter tocado no valor mais baixo desde 26 de Outubro.

 

Por cá, o BCP, a Jerónimo Martins e a EDP Renováveis estão entre as cotadas que mais contribuem para a queda do PSI-20. A EDP Renováveis cai 1,50% para 7,54 euros, o BCP desliza 1,41% para 24,45 cêntimos e a Jerónimo Martins perde 0,8% para 10,55 euros. A retalhista já chegou a desvalorizar um máximo de 2,63% para 10,355 euros, o valor mais baixo desde Março de 2015.

 

Em mínimos seguem também a Semapa e a Mota-Engil. A construtora marca a cotação mais baixa desde Dezembro de 2016, com uma descida de 4,51% para 1,524 euros, enquanto a Semapa perde 1,9% para 14,48 euros, um mínimo de Maio do ano passado.

 

No restante sector do papel, a tendência é igualmente negativa, com a Navigator a perder 1,68% para 3,852 euros e a Altri a recuar 0,29% para 6,97 euros.

 

Com sinal positivo seguem apenas a Galp Energia e a Sonae com ganhos de 0,62% para 14,645 euros e 0,06% para 83,9 cêntimos, respectivamente. Esta evolução da Galp acontece no dia em que o Negócios noticia que há duas grandes petrolíferas internacionais interessadas em comprar a posição que a Sonangol tem na empresa.




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