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PSI-20 conta quatro sessões no verde com Sonae a disparar mais de 6%

A bolsa nacional exibiu uma tendência positiva que contraria a avistada na restante Europa. A Sonae brilhou entre as cotadas ganhadoras, mas Nos, EDP Renováveis e Jerónimo Martins também contribuíram.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 12 de Novembro de 2020 às 16:51
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A bolsa nacional fechou em alta, com o índice PSI-20 a somar 0,59% para os 4.370,18 pontos, nesta que é a quarta sessão consecutiva de subida para o índice nacional. Para este desempenho contribuíram sete cotadas, que terminaram no verde, contra oito no vermelho. Duas mantiveram-se inalteradas.

Lisboa contrasta com a maioria das praças europeias, nas quais domina o vermelho e as quebras estão a rondar 1%. A abalar o otimismo no Velho Continente estão os casos crescentes de covid-19, num dia em que o número de infeções bateu um novo recorde nos Estados Unidos.

Por cá, as pesadas Nos, EDP Renováveis e Jerónimo Martins puxaram o índice para terreno positivo.

A Nos recupera e eleva-se 2,52% para os 2,93 euros, depois de na última sessão ter cedido mais de 6,5% na sequência de uma nota de research em que o Barclays decidiu baixar o preço-alvo e a recomendação da operadora de telecomunicações devido ao cenário de maior concorrência no setor em Portugal com a introdução do 5G.

A EDP Renováveis é o segundo peso pesado em destaque, ao somar 2,06% para os 17,82 euros, renovando máximos históricos. Na última sessão, esta cotada já se havia destacado de mãos dadas com o setor a nível europeu, embora, esta quinta-feira, o setor vá em sentido contrário e a empresa portuguesa se mantenha na ribalta.

A Jerónimo Martins acompanhou o otimismo com uma valorização de 0,82% para os 14,22 euros, num dia em que a Sonae é a verdadeira estrela em representação do retalho no índice. Esta cotada liderou os ganhos com uma subida de 6,91% para os 63,45 cêntimos que lhe vale um máximo de finais de julho. A sustentar estão "resultados bastante sólidos da Sonae num contexto ainda difícil, em particular da Sonae MC, Worten e da Sonae Fashion", escrevem os analistas do BPI, numa nota de investimento.

Ontem, a empresa anunciou que registou prejuízos de 24 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020. Mas no que toca apenas ao terceiro trimestre, o grupo registou uma subida ligeira dos lucros, de 1,6%, para 51 milhões de euros. O volume de negócios cresceu 5,9% para 1.773 milhões de euros, tendo sido "suportado pelo forte contributo da Sonae MC e da Worten".

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