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PSI-20 recua com BCP a cair mais de 2%

O principal índice da bolsa nacional está a acentuar as perdas registadas no arranque da sessão e já cai mais de 0,5%. Entre as restantes praças europeias, o sinal menos predomina depois dos EUA terem lançado um ataque na Síria.

Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 12:25
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A bolsa de Lisboa está a acentuar as perdas registadas no arranque da sessão e mantém-se em linha com as principais pares europeias. O PSI-20 desce 0,59% para 4.969,70 pontos, com 13 cotadas em queda, cinco em alta e uma inalterada.

Entre as restantes praças europeias, o sentimento é sobretudo de perdas. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,32%. Lisboa lidera as desvalorizações no Velho Continente, seguido pelo germânico DAX, que recua 0,49%. A contrariar a tónica negativa na Europa está o principal índice grego, que ganha 1,07%.


Este comportamento tem lugar depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter ordenado na madrugada desta sexta-feira, 7 de Abril, o lançamento de 59 mísseis Tomahawk a partir de navios no Mediterrâneo contra uma base aérea de forças fiéis ao governo sírio de Bashar al-Assad, em Shayrat, como resposta pelo uso de armas químicas num ataque esta semana.

A notícia foi conhecida por volta das 3 horas da madrugada, hora de Lisboa, e a reacção dos mercados não se fez esperar. Apesar da reacção em alta inicial, verifica-se agora um abrandamento dos ganhos, com o mercado a questionar a estratégia de segurança tanto ao nível interno como externo dos Estados Unidos. "Os mercados vão estar nervosos todo o dia", antecipou James Audisse, do fundo Shaw, em Sidney, à Bloomberg.

Ainda antes do ataque na Síria, Donald Trump adiantou que tinha forjado uma amizade com o presidente chinês, Xi Jinping, que está nos Estados Unidos para um encontro de dois dias com o líder dos EUA. "Tivemos já uma longa discussão e até agora não consegui nada, nada mesmo", disse em tom de brincadeira Donald Trump, citado pela Bloomberg. "Mas desenvolvemos uma amizade. Isso posso ver", acrescentou.

A marcar ainda o dia nos mercados está o Deutsche Bank, que concluiu com sucesso o aumento de capital de 8 mil milhões de euros anunciado no início do mês de Março, com o objectivo de melhorar a situação financeira da instituição, depois de dois anos consecutivos de prejuízos. As acções da instituição caem 0,38% para 15,62 euros.

Por cá, destaque nomeadamente para as acções do BCP, que recuam 2,44% para 18 cêntimos depois de ontem o Blackrock ter comunicado um regresso a uma posição superior a 2% na instituição.


No sector energético, a EDP cede 0,19% para 3,18 euros e a EDP Renováveis perde 0,13% para 6,98 euros, mantendo-se assim acima do preço oferecido pela EDP na OPA.

A REN desce 0,17% para 2,914 euros. A Galp Energia, por sua vez, ganha 0,03% para 14,44 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, perante sinais de instabilidade no Médio Oriente. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, sobe 1,07% para 55,48 dólares por barril.

No retalho, a Jerónimo Martins desvaloriza 0,48% para 16,735 euros. E a Sonae recua 1,07% para 92,1 cêntimos.

A Nos perde 1,02% para 5,038 euros. E a Pharol perde 2,86% para 34 cêntimos, depois de o ministro brasileiro da Tecnologia do Brasil, ter dito que a hipótese de intervenção na Oi (de que a portuguesa é maior accionista) aumenta com o passar do tempo.

Os CTT, que hoje regressaram à lista das balas de prata do Haitong, sobem 0,12% para 5,037 euros.

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