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CTT de volta às "balas de prata" do Haitong

Os CTT estão de regresso à lista das acções preferidas do Haitong. E continuam a ser três cotadas portuguesas a constar na lista, o que significa que há uma que saiu.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 11:46
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O Haitong publicou as "balas de prata" ibéricas do segundo trimestre, com os CTT a regressarem à lista, depois de em Janeiro terem saído para darem entrada à Sonae SGPS, que continua entre as preferidas.

 

A Corticeira Amorim  também se mantém, pelo que a saída, desta vez, foi protagonizada pela Nos, que foi a única cotada das "balas de prata" que penalizou o retorno desta lista, já que foi a única a registar uma queda entre 16 de Janeiro e 4 de Abril.

 

CTT descida recente não é justificada pelos fundamentais

 

"Os CTT, que acreditamos que tenham sido demasiado penalizados" pelo pior desempenho do quarto trimestre do que se previa, deverão "reverter" desta evolução este ano, com uma "recuperação da área de expresso e encomendas e com aumentos dos preços do correio", realça a casa de investimento.

 

O Haitong realça que os CTT são um activo "valioso", destacando o "dividend yield" de cerca de 10% e o facto de as acções estarem a "negociar abaixo dos pares".

 

A casa de investimento considera mesmo que a queda abrupta das acções dos CTT recentemente "não é justificada pelos fundamentais". Desde o início deste ano, os CTT acumulam uma queda de quase 22%.

 

Esta casa de investimento tem assim um preço-alvo de 7,10 euros para os CTT, o que confere às acções dos correios um potencial de subida superior a 41% face à actual cotação. Algo que justifica a recomendação de "comprar".

 

Corticeira Amorim deverá continuar a subir

 

O analista Nuno Estácio continua a "acreditar no crescimento de lucros", bem como "no potencial de fusões e aquisições e no aumento da margem", factores que "podem continuar a levar as acções mais alto". Esta é a grande justificação para a Corticeira Amorim continuar a constar entre as "balas de prata" apesar da subida de 25,65% que já acumula desde o início do ano. Isto depois de no ano passado ter apreciado quase 43%.

 

O Haitong realça que a Corticeira deverá ganhar quota de mercado e que a indústria do vinho deverá continuar a contribuir para uma evolução positiva do negócio.

 

Sonae tem margem para subir

 

O Haitong realça o acordo estabelecido entre a Sonae a JD Sports, considerando que este potencialmente será um factor que "mudará o jogo" da Sport Zone. Além disso, a "Sonae já demonstrou claramente que está disponível para tomar mais medidas se necessário" de forma a recuperar os seus negócios "mais fracos" e isto "poderá ter implicações positivas para a expectativa de lucros", salientam os analistas Filipe Rosa e Konrad Ksiezopolski, que assinam a análise da empresa liderada por Paulo Azevedo.

 

"Acreditamos que [as acções] têm mais caminho para andar e [por isso] mantivemos a Sonae como ‘bala de prata’" no segundo trimestre do ano. A Sonae "além da sua avaliação atractiva, pode assistir a um melhoria significativa na rentabilidade" dos negócios da electrónica e da moda e desporto, salientam os mesmos analistas.

 

A Haitong tem uma avaliação de 1,08 euros para a Sonae SGPS, o que confere às acções um potencial de subida de 17,14% face à actual cotação (0,922 euros).

 

Nos com "desempenho desapontante"

Da lista das "balas de prata" do segundo trimestre é excluída a Nos, que teve um "desempenho desapontante" no primeiro trimestre, realça a empresa.

 

A Nos sai assim da lista das cotadas preferidas na Península Ibérica do Haitong, com um potencial de subida de 50%, tendo em consideração a actual cotação (5,063 euros). Desde o início do ano, a Nos acumula uma queda de 10,3%.

 

Apesar de ainda esta semana o Haitong ter emitido uma nota de análise onde recomendou aos investidores que saiam da Sonaecom e façam uma aposta directa na Nos, mas isso não é suficiente para manter a cotada liderada por Miguel Almeida entre as preferidas.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

(Correcção: No último parágrafo Rodrigo Costa era referido como presidente da Nos, tratando-se de Miguel Almeida. Aos visados, as nossas desculpas)

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