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PSI-20 regista a maior queda desde agosto ao desvalorizar 2%

Os receios com o impacto económico do coronavírus chinês estão a levar à queda dos mercados mundiais, incluindo na Europa. A bolsa nacional registou a maior queda em seis meses.

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Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 27 de Janeiro de 2020 às 16:40
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A bolsa nacional fechou em terreno negativo nesta segunda-feira, 27 de janeiro, ao desvalorizar 2,04% para os 5.178,89 pontos. Esta é a maior queda do PSI-20 desde agosto do ano passado. 

Com esta desvalorização, o índice lisboeta apagou os ganhos que tinha acumulado desde o início do ano, registando agora uma queda de 0,68% em 2020. Em relação às cotações de fecho, o PSI-20 está em mínimos de 12 de dezembro.

Na Europa, as principais praças europeias também estavam a negociar no vermelho no final da sessão. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, cede 2,3% para os 413,91 pontos.

A nível mundial, os investidores estão reticentes quanto à propagação do coronavírus chinês e o seu potencial impacto económico. Até agora já se registaram mais de 80 mortes e os mais de 2.800 casos confirmados em mais de 10 países onde se incluem França, Japão e EUA.

Entre as cotadas mais afetadas estão as do turismo e do comércio dado que atualmente se celebra o ano novo chinês, um período de gastos em viagens e bens que está a ser afetado pelas medidas de contenção relacionadas com o vírus chinês.

"O nervosismo que dominou os mercados bolsistas mundiais e a forte aversão que originou também se repercutiram na bolsa portuguesa", explicam os analistas do BPI no comentário de fecho, referindo que o impacto foi "transversal a todas as empresas cotadas, mas foi particularmente incidente nas ações mais cíclicas".

Em Lisboa, todas as cotadas fecharam com desvalorizações. O destaque pela negativa vai para a Altri cujas ações desceram 5,34% para os 5,76 euros, a maior queda desde junho do ano passado. A Sonae Capital seguiu o mesmo caminho ao desvalorizar 5,3% para os 73,2 cêntimos. 

Seguem-se as descidas dos CTT, que desvalorizaram 4,59% para os 2,996 euros - um mínimo de novembro -, e do BCE, que caiu 4,11% para os 18,18 cêntimos, um mínimo de setembro. "Os CTT não figuram entre as empresas mais afetadas pela atual conjuntura mas como constituíam uma das ações com maiores ganhos nos últimos meses foram alvo da realização de mais-valias", consideram os analistas do BPI.

Também em baixa esteve a Galp Energia, que perdeu 2,37% para os 13,78 euros, e a Jerónimo Martins, que cedeu 1,49% para os 15,58 euros. No caso da Galp, a cotação tem sido afetada também pela queda do petróleo na expectativa que o vírus chinês diminua as viagens a nível mundial e penalize a já debilitada economia chinesa.

(Notícia atualizada às 16h51 com mais informação)
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