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PSI-20 contraria perdas na Europa impulsionado pela Jerónimo Martins

A bolsa nacional inverteu para terreno positivo, numa altura em que a maioria das praças europeias perde mais de 1%. A impulsionar está a Jerónimo Martins, com uma subida superior a 3%.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 10:34
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A bolsa nacional inverteu a tendência negativa do início da sessão, e segue em alta, em contraciclo com as congéneres europeias. O PSI-20 ganha 0,33% para 4.863,32 pontos, com seis cotadas em alta, dez em queda e uma inalterada.

Na Europa, os principais índices perdem mais de 1%, pressionadas sobretudo pelas energéticas e produtoras de matérias-primas, numa altura em que o petróleo desce cerca de 1,5% nos mercados internacionais. O índice de referência para o Velho Continente, o Stoxx600, desliza 1,33% para 331,81 pontos. A liderar as perdas está o índice grego, com uma descida de 1,7% e o londrino Footsie, que desvaloriza 1,37%.

Na bolsa nacional, a Jerónimo Martins é a cotada que mais impulsiona o PSI-20. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos sobe 3,25% para 12,08 euros, a beneficiar do anúncio do Governo polaco acerca do imposto sobre as retalhistas do país.

O Executivo vai impor uma taxa de 0,7% sobre as vendas entre 1,5 milhões de zlotys (335,6 mil de euros) e 300 milhões de zlotys (67,1 milhões de euros) por mês, e de 1,3% sobre as que ultrapassem os 300 milhões de zlotys. Será ainda adoptada uma taxa de 1,9% para as vendas feitas aos sábados, domingos e feriados.

 

O Haitong diz que a taxa polaca "podia ter sido muito pior". O banco de investimento acredita que a retalhista conseguirá atenuar o impacto dessa taxa, pelo que agora os investidores devem concentrar-se na recuperação das receitas. E, por isso, recomenda "comprar".

 

Ainda no retalho, a Sonae sobe 1,39% para 1,019 euros.

 

Em alta seguem igualmente as cotadas do sector da energia. A EDP, que anunciou ontem ter chegado a acordo com a Repsol para comprar activos de distribuição de gás em Espanha, sobe 0,19% para 3,13 euros e a EDP Renováveis soma 0,67% para 6,917 euros.

 

A Galp Energia valoriza 0,2% para 9,922 euros depois de ter revelado, esta segunda-feira, que aumentou a produção de petróleo no último trimestre do ano passado.

 

Na banca, o BPI, que apresenta resultados esta quarta-feira, desce 0,10% para 98,8 cêntimos, e o BCP cai 0,81% para 3,69 cêntimos. A Moody’s considera que o avanço de um imposto especial sobre o sector financeiro polaco, aprovado na semana passada pelo Parlamento, pode pôr em risco a rendibilidade e o rating atribuído aos bancos daquele país.


O Bank Millenium – detido a 50,1% pelo BCP – seria o quarto banco mais afectado numa lista de dez disponibilizada pela Moody’s, com um impacto potencial negativo de entre 20 e 30% dos seus lucros. 

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