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Sonae Indústria solicita saída de bolsa à CMVM

Depois da luz verde em AG, para a Sonae Indústria finalizar o processo de perda de qualidade de sociedade aberta faltava avançar com esse pedido à CMVM, o que foi hoje feito. Agora falta a aprovação do regulador.

Negócios jng@negocios.pt 13 de Julho de 2021 às 20:39
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A Sonae Indústria informou, em comunicado divulgado hoje junto da CMVM, ter pedido ao órgão regulador do mercado de capitais a sua saída de bolsa.

 

"Na sequência da deliberação tomada em assembleia-geral de acionistas", a empresa liderada por Paulo Azevedo (na foto) "requereu, na  presente data, à Comissão do Mercado de Valores  Mobiliários, a perda da qualidade de sociedade aberta", salienta o documento.

 

No passado dia 28 de junho, a família Azevedo, que controla mais de 92% dos direitos de voto da Sonae Indústria através da Efanor, conseguiu a aprovação em AG para avançar com o pedido de perda de qualidade de sociedade aberta da empresa. Para o processo estar concluído ficaram a faltar o envio do pedido para a CMVM – hoje feito – e a aprovação pelo regulador.

 

De acordo com o que já tinha sido comunicado aquando da convocatória para a AG, a Efanor propõe-se comprar, no prazo de três meses após o deferimento pela CMVM da perda da qualidade de sociedade aberta, as ações pertencentes aos acionistas que não votem favoravelmente a deliberação em assembleia-geral.

 

A contrapartida a aplicar na compra das ações que ainda estão nas mãos de outros investidores e que manifestem vontade de vender à Efanor será a mesma oferecida no aumento de capital e na OPA, no valor de 1,14 euros por ação. Caso os investidores queiram manter as suas ações podem fazê-lo, no entanto terão que continuar a suportar custos, como a custódia de títulos, e a sua negociação poderá ser mais difícil, uma vez que terá que ser realizada fora do mercado.

 

A família Azevedo passou a deter, direta e indiretamente, 92,26% dos direitos de voto associados ao capital da Sonae Indústria, no passado mês de maio, na sequência do aumento de capital realizado pela empresa e depois da família não ter conseguido alcançar os direitos de voto suficientes para pedir a saída de bolsa no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre a empresa no ano passado.

 

Esta será a segunda empresa do universo Sonae a sair de bolsa num espaço inferior a 12 meses, depois da exclusão da Sonae Capital no passado mês de novembro, após a Efanor ter passado a controlar 92,302% do capital social e 93,5% dos direitos de voto da companhia de turismo, na sequência da OPA concluída em outubro de 2020.

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