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Acionistas da Sonae Indústria aprovam saída de bolsa

A Efanor propõe-se comprar nos próximos três meses as ações que ainda estão nas mãos de outros investidores, pelo preço de 1,14 euros.

Sonae Indústria
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 28 de Junho de 2021 às 17:12
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Há mais uma cotada prestes a abandonar a bolsa de Lisboa. A família Azevedo, que controla mais de 92% dos direitos de voto da Sonae Indústria, conseguiu a aprovação em assembleia-geral (AG) de acionistas para avançar com o pedido de perda de qualidade de sociedade aberta da empresa. Para o processo estar concluído fica a faltar o envio do pedido para a CMVM e a aprovação pelo regulador.

“Foi aprovada a perda da qualidade de sociedade aberta da Sonae Indústria, SGPS, SA”, refere um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta segunda-feira, dia 28 de junho. De acordo com o que já tinha sido comunicado aquando da convocatória para a AG, a Efanor propõe-se comprar, no prazo de três meses após o deferimento pela CMVM da perda da qualidade de sociedade aberta, as ações pertencentes aos acionistas que não votem favoravelmente a deliberação em assembleia-geral.

A contrapartida a aplicar na compra das ações que ainda estão nas mãos de outros investidores e que manifestem vontade de vender à Efanor será a mesma oferecida no aumento de capital e na OPA, no valor de 1,14 euros por ação. Caso os investidores queiram manter as suas ações podem fazê-lo, no entanto terão que continuar a suportar custos, como a custódia de títulos, e a sua negociação poderá ser mais difícil, uma vez que terá que ser realizada fora do mercado.

A família Azevedo passou a deter, direta e indiretamente, 92,26% dos direitos de voto associados ao capital da Sonae Indústria, no passado mês de maio, na sequência do aumento de capital realizado pela empresa e depois da família não ter conseguido alcançar os direitos de voto suficientes para pedir a saída de bolsa no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre a empresa no ano passado.

Esta será a segunda empresa do universo Sonae a sair de bolsa num espaço inferior a 12 meses, depois da exclusão da Sonae Capital no passado mês de novembro, após a Efanor ter passado a controlar 92,302% do capital social e 93,5% dos direitos de voto da companhia de turismo, na sequência da OPA concluída em outubro de 2020.

Caso a CMVM dê luz verde à saída da Sonae Indústria, a bolsa de Lisboa passará a contar apenas 37 cotadas, mantendo-se a tendência de redução do mercado nacional, que se intensificou nos últimos anos. Desde a crise financeira de 2008, a praça lisboeta perdeu várias empresas de peso. Companhias como a Brisa, a Cimpor, o BPI, as cotadas do Grupo BES ou o Banif deixaram de estar cotados em bolsa, sem que estas saídas fossem compensadas pela entrada de novas cotadas.


Além da saída de bolsa, a Sonae Indústria elegeu ainda os novos órgãos sociais, com a administração a ser composta por Paulo Azevedo, Cláudia Azevedo, Ângelo Paupério, Carlos Moreira da Silva e Isabel Simões de Barros.
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