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"Todos à espera" de Powell. Wall Street fecha mista antes do discurso do presidente da Fed

O dia foi marcado pela reação aos mais recentes acontecimentos relativos às manifestações na China contra a política "zero covid-19", assim como pela antevisão do discurso de Jerome Powell que será proferido esta quarta-feira. "Ninguém compra ações antes de Powell falar", defende especialista.

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.
Brendan Smialowski/Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 29 de Novembro de 2022 às 21:28

Wall Street encerrou o dia de forma mista, com as atenções centradas nas ações de crescimento, um dia antes do discurso do presidente da Reserve Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell. Durante a sessão, os investidores estiveram ainda atentos aos mais recentes desenvolvimentos na China em torno da política "zero covid-19" de Pequim.

O industrial Dow Jones terminou na linha d' água (0,01%), nos 33.852,53 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500 caiu 0,16% para 3.957,63 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,59% para 10.983,78 pontos.

O fim mais morno da sessão pode ser justificado pela redução do volume de negociação, devido à atenção dos investidores voltada para o jogo entre EUA e Irão no Mundial do Qatar. Segundo um estudo dos economistas do BCE, citado pela Bloomberg, em 2010 durante o Mundial de Futebol, o volume de negociação caiu 43%.

Entre os principais movimento de mercado, a Apple - que tem como principal fornecedor de iPhones a fábrica da Foxconn na China onde começaram estes protestos – deslizou 2,11%, Amazon caiu 1,63% e Tesla derrapou 1,14%.

Destaque ainda para as "american depositary receipts" – instrumentos que permitem a negociação ações estrangeiras na bolsa norte-americana – da empresa chinesa de internet Bilibili que escalou 22%, graças aos bons resultados trimestrais divulgados esta terça-feira.

 

Durante o dia, os investidores estiveram a digerir os sinais vindos do "briefing" semanal da Administração Nacional de Controlo e Prevenção de Doenças da China.

 

Durante a apresentação, o organismo explicou que "os problemas destacados pela população não visam a prevenção e o controlo da epidemia em si, mas concentram-se na simplificação das medidas de prevenção e controlo".

 

Quando questionado se as manifestações poderiam levar Pequim a reconsiderar a política "zero-covid", o porta-voz da da Administração Nacional de Controlo e Prevenção de Doenças, Mi Feng, assegurou que o organismo continuará a esforçar-se para afinar esta política para reduzir o impacto desta política na sociedade e na economia.

 

O mercado está agora à espera do discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, fala esta quarta-feira no âmbito de um evento da Brookings Institution. "Ninguém está disposto a comprar [ações] antes de Powell falar", observou Ron Saba, gestor de portefólio da Horizon Investments, em declarações à Reuters. Para o especialista, "todos estão nervosos acerca do que [o presidente da Fed] poderá dizer".

 

As atas da Fed referentes à última reunião de política monetária apresentam sinais de um possível abrandamento do ritmo da subida dos juros diretores, no entanto, nos últimos dias vários membros do banco central, incluindo a vice-presidente Lael Brainard, têm alertado que ainda há muito trabalho a fazer para reduzir a inflação para a meta dos 2%.

 

 

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