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Wall Street em queda ligeira ainda na expectativa do corte de impostos de Trump

Depois dos máximos da última sessão e de um fecho de Wall Street sem tendência definida na terça-feira, as principais praças dos Estados Unidos começaram a negociação desta quarta-feira em queda ligeira perante o receio dos investidores relativamente ao plano de corte de impostos dos republicanos.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Novembro de 2017 às 14:35
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O índice DowJones abriu a sessão desta quarta-feira, 8 de Novembro, a deslizar ligeiros 0,12% para 23.529,94 pontos, o Nasdaq Composite a ceder 0,05% para 6.764,363 pontos, e o Standard & Poor’s 500 a cair ténues 0,09% para 2.588,34 pontos. Depois dos máximos de sempre atingidos pelos três índices durante a negociação intradiária da última sessão, Wall Street começou o dia a transaccionar sem tendência definida. Na terça-feira, o Dow Jones atingiu um novo recorde pela quarta sessão consecutiva.

A justificar a prudência dos investidores americanos estão as análises sobre os reais impactos do plano de cortes fiscais apresentado pelo Partido Republicano na semana passada.

Segundo avançou na terça-feira o Washington Post, os líderes republicanos do Senado ponderam adiar em um ano a implementação dos cortes de impostos aplicados às empresas, que na proposta da administração liderada por Donald Trump caíram da actual taxa de IRC de 35% para 20%.

A aprovação e colocação no terreno do plano económico de Trump representaria a primeira e muito aguardada primeira conquista legislativa da actual administração americana.

Donald Trump venceu as presidenciais americanas há precisamente um ano. Desde então o S&P 500 já valorizou cerca de 21%, em grande medida beneficiando da expectativa positiva dos investidores relativamente às promessas de Trump assentes em cortes de impostos a famílias e empresas.

Também a concentrar as atenções dos investidores está a visita de 12 dias de Trump ao continente asiático, havendo dúvidas sobre se o tom mais diplomático e conciliador sobre a Coreia do Norte que foi utilizado pelo presidente americano durante a estadia no Japão e na Coreia do Sul se vai manter quanto visitar a China.

 

Entre as cotadas, o grande destaque vai para a Snap, a empresa-mãe da aplicação de mensagens instantâneas Snapchat. Ontem, já depois do fecho de Wall Street, a Snap reportou resultados que mostraram que as vendas e a subscrição de novos utilizadores ficaram aquém das expectativas.

Já esta terça-feira, foi noticiado que a chinesa Tencent, dona da concorrente WeChat, tem vindo a reforçar a posição no capital da tecnológica americana detendo actualmente 12% da Snap. A Snap abriu a sessão desta quarta-feira a perder 9,46% para 13,69 dólares.

Pela positiva nota para a Take-Two Interactive Software que dispara 10,61% para 117,68 dólares, isto depois de a criadora de vídeojogos ter registado receitas que superaram as estimativas.

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