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Wall Street em recordes à espera de estímulos de Biden perde fôlego nos minutos finais

As praças do outro lado do Atlântico encerraram em terreno negativo, depois de o Dow e o Nasdaq terem atingdo novos máximos históricos na expectativa do anúncio do presidente eleito Joe Biden sobre os novos estímulos à economia. O fraco mercado laboral acabou por pesar mais no sentimento dos investidores.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Janeiro de 2021 às 21:22
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O Dow Jones fechou a ceder 0,22% para os 30.991,52 pontos, depois de durante a sessão ter atingido um máximo de sempre, nos 31.223,78 pontos.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 recuou 0,38% para 3.795,54 pontos, após ter tocado na negociação intradiária nos 3.823,60 pontos – muito perto do valor mais alto da sua história, de 3.826,69 pontos, alcançado a 8 de janeiro.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,12% para 13.112,64 pontos. Durante o dia marcou um novo recorde, nos 13.220,16 pontos.

 

Os investidores estão na expectativa dos novos estímulos à economia que serão anunciados esta noite, às 19:15 em Washington (00:15 de sexta-feira em Lisboa), pelo presidente eleito Joe Biden.

 

A Reuters avançou que o novo programa de apoios a ser apresentado pelo democrata deve ascender a 1,5 biliões de dólares, ao passo que o The New York Times falou em 1,9 biliões.

 

Os intervenientes de mercado também ficaram mais tranquilizados depois de o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, ter dito que não está previsto para os próximos tempos avançar com uma subida dos juros diretores e ter rejeitado as sugestões de que poderá começar a reduzir em breve o programa de compra de dívida.

 

No entanto, na reta final da negociação, as bolsas perderam impulso e inverteram mesmo para o vermelho, com os dados débeis do mercado laboral norte-americano a pesarem mais no sentimento dos investidores.

 

Os novos pedidos de subsídio de desemprego na semana terminada a 9 de janeiro ascenderam a 965.000, quando os economistas inquiridos pela Refinitiv estimavam que as novas solicitações deste apoio estatal na semana passada fossem de 780.000 (contra 787.000 pedidos na semana precedente).

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