Wall Street recua pela segunda sessão consecutiva. Airbnb tomba mais de 5%
Os principais índices fecharam com fortes perdas, marcando a primeira vez em 2026 que recuaram em dois dias consecutivos. Os setores da banca e da energia centraram atenções, com o primeiro a ser influenciado por resultados de grandes bancos e o segundo por declarações de Trump sobre o Irão. Empresas de viagens tombaram depois de os EUA terem suspendido vistos para 75 países.
Os principais índices norte-americanos perderam terreno pela segunda sessão consecutiva, depois de dados económicos divulgados nesta quarta-feira não terem alterado as expectativas em relação à trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico, enquanto os setores da banca e da energia centraram a atenção dos investidores.
O “benchmark” S&P 500 cedeu 0,53%, para os 6.926,97 pontos. Já o Nasdaq Composite tombou 1%, para os 23.471,75 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 0,09% para os 49.149,63 pontos.
A sessão de hoje marca a primeira vez que os índices de referência recuaram em dois dias seguidos desde o arranque de 2026. "As ações dos EUA negociaram em baixa, com os investidores a digerirem um conjunto misto de resultados bancários e dados económicos que pouco alteraram as expectativas quanto aos cortes das taxas de juro pela Reserva Federal este ano”, disse à Bloomberg Axel Rudolph, analista da IG.
Dados mostraram que o índice de preços no produtor da maior economia mundial subiu 0,2% em novembro de 2025 em relação ao mês anterior, acelerando em relação ao aumento de 0,1% registado em outubro, valor que ficou em linha com as expectativas do mercado, de acordo com dados divulgados já com atraso pelo Gabinete de Estatísticas Laborais. Os preços dos bens subiram 0,9%, o maior aumento mensal desde fevereiro de 2024, ao passo que se registou um aumento de 4,6% nos preços da energia.
Já no que toca ao setor da banca, o Citigroup (-3,34%) caiu, invertendo os ganhos registados no início da sessão, depois de os resultados do banco terem ficado aquém das expectativas. O Bank of America (-3,78%) seguiu a mesma tendência, apesar dos resultados positivos, enquanto o Wells Fargo (-4,61%) tombou depois de ter revelado receitas ligeiramente abaixo das estimativas do mercado. Amanhã será dia do Morgan Stanley, Goldman Sachs e BlackRock divulgarem contas anuais.
As ações do setor energético do S&P 500 reduziram os ganhos depois de o Presidente Donald Trump ter dito que recebeu garantias de que o Irão iria parar de matar manifestantes e que não iria realizar mais execuções. A Chevron (+2,06%) e a Exxon (+2,93%), por exemplo, conseguiram fechar em alta, ainda que tenham perdido terreno depois das declarações do republicano, numa altura em que o West Texas Intermediate - preço de referência para o barril de petróleo nos EUA – segue a desvalorizar quase 3%, para menos de 60 dólares por barril. Isto depois de no início da sessão o Índice S&P 500 Energy ter chegado a subir 3,5%, atingindo o seu nível intradiário mais alto desde abril de 2024.
Entre os movimentos do mercado, a Airbnb (-5,20%) e a Booking Holdings (-2,40%) – dona da Booking.com - tombaram depois de o Departamento de Estado dos EUA ter decidido suspender os vistos de entrada no país a 75 países, incluindo o Brasil e Cabo Verde.
Quanto às "big tech”, a Nvidia recuou 1,44%, a Meta perdeu 2,47%, a Apple cedeu 0,40%, a Alphabet deslizou 0,023%, a Amazon desvalorizou 2,43% e a Microsoft caiu 2,40%.
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