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Wall Street sobe com esperança no adiamento das novas tarifas

Os ganhos em Wall Street estão a ser sustentados pela expectativa de que os Estados Unidos recuarão na decisão de impor novas tarifas sobre a China daqui a quatro dias. Os olhares estão ainda voltados para a Fed, que termina hoje a última reunião de política monetária do ano.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Dezembro de 2019 às 14:41
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Os principais índices norte-americanos abriram em alta esta quarta-feira, 11 de dezembro, animados pelos sinais de que os Estados Unidos poderão adiar a entrada em vigor das novas tarifas previstas para o próximo dia 15 de dezembro.

O índice tecnológico Nasdaq valoriza 0,12% para 8.626,92 pontos enquanto o S&P500 avança 0,14% para 3.136,92 pontos.

Esta evolução acontece depois de a agência Dow Jones ter avançado na terça-feira que, apesar de as duas maiores economias do mundo ainda não terem chegado a um acordo comercial inicial, os Estados Unidos estariam dispostos a adiar a nova ronda de tarifas e a prolongar as negociações com Pequim.

Em causa está uma nova taxa alfandegária de 15% sobre uma série de produtos chineses avaliados em 165 mil milhões de dólares - computadores portáteis, telemóveis, consolas de vídeo-jogos, monitores de computadores, alguns brinquedos, algum vestuário e calçado – que estava prevista para o próximo domingo.

"É, provavelmente, o melhor que o mercado poderia esperar agora", afirmou à Reuters Robert Pavlik, diretor de investimentos da SlateStone Wealth, em Nova Iorque. "Permite aos Estados Unidos e à China continuarem a negociar e alcançarem um acordo inicial".

Além da questão comercial, o foco dos investidores está hoje na conclusão da reunião de política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos. Apesar de não se esperar qualquer alteração aos juros, o mercado estará atento aos sinais que serão dados para o próximo ano e às projeções apresentadas por Jerome Powell.

Em outubro a Fed baixou as taxas pela terceira vez em 2019, colocando-as num intervalo entre 1,5% e 1,75% e sinalizou que não deveria haver mais mexidas em breve, estando qualquer alteração no preço do dinheiro dependente dos dados económicos que forem surgindo.

Entre as empresas, destaque para a Autozone que sobe 0,45% para 1.255 dólares, depois de ter anunciado lucros trimestrais acima do esperado.

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