JPMorgan: BES deve regressar aos lucros no segundo semestre

O banco de investimento elevou a recomendação do BES para "neutral", considerando que o banco liderado por Ricardo Salgado é um bom veículo para beneficiar com a recuperação da economia portuguesa e o crescimento dos mercados emergentes.
Nuno Carregueiro 22 de Maio de 2014 às 16:03

O JPMorgan subiu a recomendação do BES de "underweight" para "neutral" e manteve o preço-alvo de 1,03 euros por acção (tendo em conta a cotação ainda não ajustada ao desconto dos direitos).

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Numa nota de "research" com data de hoje, 22 de Maio, a que o Negócios teve acesso, o banco de investimento norte-americano destaca que com cerca de 65% dos resultados estimados para 2016 a serem gerados em Portugal e 23% em Angola e Brasil, "vemos o BES como um bom veículo para tirar partido da recuperação da economia portuguesa e o crescimento dos mercados emergentes".

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Na análise às contas do banco, o JPMorgan destaca a evolução positiva nos custos de financiamento, nas comissões e no controlo de custos, tendo optado por manter as suas perspectivas para os resultados líquidos do BES em 2014 e 2016.

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O banco considera que os resultados do BES no primeiro trimestre (prejuízos de 89 milhões de euros) ficaram em linha com o esperado, perspectivando que o banco atinja o "break-even" (resultados perto de zero) no segundo semestre deste ano.

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No conjunto deste ano o saldo será ainda de prejuízos, pois segundo as estimativas do JPMorgan, o banco terá um resultado líquido ajustado por acção (EPS) negativo de 0,02 euros. Em 2015 o banco já terá lucros, com o EPS a subir para 0,07 euros e em 2016 aumentará para 0,08 euros.

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Esta recuperação que o JPMorgan estima para o BES na segunda metade do ano deve-se à previsão de crescimento da economia portuguesa, descida da remuneração dos depósitos, foco da gestão nos custos e descida do crédito mal parado.

 

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Caso o BES consiga surpreender na evolução de vários deste sindicadores, o JPMorgan indica que a sua perspectiva mais optimista implica que os lucros podem duplicar em 2016.

 

As acções do BES seguem a cair 1,58% para 0,872 euros.

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Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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