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CaixaBI corta preço-alvo dos CTT após revisão das estimativas para 2016

Apesar de manter a recomendação em "comprar", a unidade de investimento da CGD decidiu cortar o preço-alvo atribuído aos correios nacionais de 8,80 para 7,40 euros, reflectindo assim a revisão em baixa dos resultados em 2016.

CTT
David Santiago dsantiago@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2017 às 18:03
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Numa análise de "research" emitida esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, a unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos (CGD), cortou o preço-alvo atribuído às acções dos CTT em 16% de 8,80 para 7,40 euros.

 

O que tendo em conta o valor de fecho de 5,013 euros na sessão de hoje garante aos títulos dos correios nacionais um potencial de valorização de 47,62%, o que justifica o facto de o CaixaBI ter mantido a recomendação em "comprar".

 

O corte na avaliação aos CTT decretado pelos analistas do CaixaBI é justificado com a necessidade de reflectir a revisão em baixa das perspectivas para os resultados alcançados em 2016 feita há precisamente uma semana pela cotada liderada por Francisco Lacerda.

 

Na sexta-feira passada, os correios nacionais anunciaram que a quebra de 4,2% no volume de correio nos últimos três meses de 2016 deverá provocar uma redução de entre "4% e 5% nos rendimentos operacionais de 2016". Apesar desta perspectiva mais pessimista, os CTT reiteraram a intenção de manter o dividendo já anunciado de 48 cêntimos por acção em 2016, pagável em 2016 mas referente ao exercício de 2016.

Este anúncio levou a que várias casas de investimento cortassem o preço-alvo atribuído aos títulos dos correios nacionais, o que também contribuiu para o reforço da pressão sobre as acções da cotada, o que levou a quatro sessões bolsistas seguidas em que os CTT perderam valor.

 

Recordando que os CTT apresentam os resultados consolidados do exercício financeiro do ano passado no próximo dia 9 de Março, o CaixaBI aponta agora para uma estimativa de quebra de 7% dos lucros da empresa. Segundo a actual previsão desta casa de investimento, as receitas consolidadas dos CTT terão caído 2,2% e o EBITDA 1,2% no ano passado.

 

O CaixaBI sublinha que as anteriores previsões feitas sobre os CTT eram já mais "conservadoras" do que as realizadas pela empresa liderada por Lacerda, em especial no que diz respeito ao EBITDA.

 

O CaixaBI salienta ainda o "momento negativo" dos CTT, lembrando que a revisão em baixa anunciada na semana passada foi já a segunda desde que a empresa definiu as metas ainda no início de 2016.

 

No entender dos analistas desta unidade de investimento, o Banco CTT também apresenta "riscos", até devido ao potencial adiar de "breakeven" para o ano de 2019.

 

A finalizar, o CaixaBI justifica a manutenção da recomendação num grau de investimento com o facto de os CTT manterem a capacidade para realizar o "pagamento de dividendos sólidos".

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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