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"Spin-off da Greenvolt pode atrair novos investidores", defende CaixaBank/BPI

A possibilidade da separação total entre a papeleira e a empresa de energias renováveis é vista com otimismo pelos analistas. Desde o início do ano, as ações da Greenvolt desvalorizam 5,51%m enquanto os títulos da Altri sobem 1,52%.

José Pina, Altri
José Pina, Altri Peter Spark
18 de Março de 2022 às 12:06

O CaixaBank/BPI vê com "bons olhos" a possibilidade do spin-off da Greenvolt, encarando esta operação como um bom passo para atrair novos investidores para a empresa de renováveis.

A Altri anunciou, durante a apresentação de resultados, que depois de analisar os impactos e as vantagens da separação total entre o negócio das renováveis e do papel, que concluiu que esta separação é viável, pelo que pretende avançar com o spin-off da Greenvolt.

A empresa liderada por Soares de Pina detém um número total de 52.523.229 ações da GreenVolt, representativas de 58,72% do capital social sendo que, desse número total, 18.750.000 ações são detidas por via indireta, através da subsidiária Caima Energia.

Para os analistas do CaixaBank/BPI este spin-off tem o potencial de "melhorar a liquidez das ações da Greenvolt, o que pode atrair novos investidores". O grupo ibérico adverte, no entanto, que não descarta alguns dos investidores da Altri podem não querer estar expostos ao negócio das renováveis.

Apesar deste optimismo, os analistas não mexem nem no preço-alvo da Altri nem da Greenvolt. O banco de investimento atribui à papeleira um "target" de 9,40 euros, apontando assim para um potencial de valorização de 65,05% e ficando bastante acima do consenso dos analistas que fixam o preço-alvo em 7,78 euros. A recomendação mantém-se em "comprar".

Das sete casas de investimento que cobrem o desempenho em bolsa da Altri, cinco recomendam "comprar", duas "vender" e nenhuma aconselha "manter".

Já no que toca à empresa liderada por Manso Neto, o CaixaBank/BPI  mantém o preço-alvo em 6,75 euros, apontando para um potencial de valorzização das ações de 11,57%, e ficando ligeiramente abaixo do consenso de mercado que fixa o "target" em sete euros. A recomendação continua também sem mexidas em "neutral".

Das cinco casas de investimento que cobrem as ações da Greenvolt, três recomendam "comprar", duas "manter" e nenhuma "vender".

Esta sexta-feira, as ações quer da empresa de energias renováveis quer da papeleira estão a ser negociadas em território negativo. A Greenvolt segue a desvalorizar 0,99% para seis euros, tendo já caído 5,51% desde o início do ano, enquanto os títulos da Altri tombam 4,53% para 5,695 euros, tendo valorizado 1,52% desde o início de 2022.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consulta a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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