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HSBC afunda para mínimo de 25 anos com problemas na china e notícias sobre fraude  

As ações do banco britânico afundaram na bolsa de Hong Kong e já perdem mais de metade do valor este ano.

Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 09:07
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As ações do HSBC estão a reagir em forte queda a duas notícias desfavoráveis para a instituição financeira britânica, que estará envolvida em transferências fraudulentas e tem os seus planos de expansão na China ameaçados.

 

O banco com sede em Londres desvalorizou 3,4% em Hong Kong, atingindo um mínimo desde 1995 nos 29,60 dólares de Hong Kong. Na bolsa de Londres os títulos também estão em forte queda, desvalorizando 3,9% para mínimos de março de 2009.

 

Desde o início do ano os títulos já acumulam uma queda de 51% e na bolsa de Hong Kong negociaram pela primeira vez abaixo do mínimo fixado durante a crise financeira.

 

O jornal Global Times, do partido comunista chinês, avançou no sábado que o HSBC é um dos bancos que as autoridades chinesas estão a equacionar classificar de instituição financeira não confiável, por representarem uma ameaça à segurança nacional do país.

 

Este processo pode colocar em causa a atividade e os planos de expansão do HSBC em território chinês, um mercado onde o banco apostou fortemente nos últimos anos.

 

De acordo com a imprensa, esta medida das autoridades chinesas poderá representar uma retaliação contra o banco devido ao papel que teve nas investigações dos EUA à Huawei Technologies e que irritou Pequim.

 


Uma outra notícia divulgada no domingo também contribui para o desempenho negativo do HSBC em Bolsa. Segundo avançou ontem a BBC, o banco britânico permitiu que fossem transferidos milhões de dólares para todo o mundo de forma fraudulenta, mesmo depois de ter tomado conhecimento da fraude.


A entidade bancária, a maior do Reino Unido, transferiu dinheiro através do seu negócio nos Estados Unidos para contas do HSBC em Hong Kong em 2013 e 2014, segundo informação de um ficheiro confidencial.

Os documentos foram 'libertados' no portal Buzzfeed e partilhados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, do qual o programa britânico Panorama liderou a investigação para o canal público britânico BBC.

O HSBC tem sempre sustentado que cumpriu as suas obrigações legais na hora de denunciar a fraude.

Os documentos mostram também que o golpe de investimento - conhecido como esquema Ponzi - começou pouco depois de o banco britânico ter sido sancionado com uma multa de 1.400 milhões de libras (1.900 milhões de dólares ou 1.600 milhões de euros) nos Estados Unidos por operações de branqueamento de dinheiro, altura em que se comprometeu a erradicar este tipo de práticas.

De acordo com a BBC, alguns dos advogados de investidores que foram enganados nestas operações consideraram que a entidade deveria ter adotado medidas mais precoces para encerrar as contas dos responsáveis da fraude.

Os ficheiros FinCEN incluem 2.657 documentos, entre os quais figuram 2.100 relatórios de atividades suspeitas (SAR, na sigla inglesa), que incluem informação sobre transações que levantam suspeitas aos próprios bancos.

Estes enviam estas informações para as autoridades se suspeitarem que os seus clientes estão a incorrer em atividades ilícitas e se tiverem evidências de práticas de atividade criminosa devem devem 'congelar' o movimento do dinheiro.

Esta fuga de informação mostra como decorreu o branqueamento de capital em alguns dos maiores bancos do mundo e como os criminosos utilizaram empresas britânicas anónimas para ocultar o dinheiro.

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