Avaliação ao rating de Portugal e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia
Por cá, a agência de notação financeira Moody's volta a avaliar o rating de Portugal, num dia em que os investidores reagem aos prejuízos da Altri e a Corticeira Amorim entra em ex-dividendo. Lá fora, as atenções estão centradas na tomada de posse do novo presidente da Fed. São também conhecidos os dados do PIB alemão, bem como da confiança do consumidor em França, no Reino Unido e na Alemanha.
| Moody’s avalia rating de Portugal |
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A agência de notação financeira Moody’s tem agendada para esta sexta-feira uma possível ação de rating para Portugal. Na última avaliação, a 14 de novembro do ano passado, manteve a notação em A3, que corresponde ao sétimo grau da categoria de investimento de qualidade (ou seja, quatro níveis acima de "lixo") e manteve também a perspetiva estável. Na semana passada, a Morningstar DBRS manteve o rating de Portugal em A (high), o quinto nível mais elevado. A agência de notação financeira canadiana elevou, contudo, a perspetiva de "estável" para "positiva". |
| Reação aos resultados da Altri e Corticeira em ex-dividendo |
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A produtora de pasta de papel apresentou os números do primeiro trimestre na quinta-feira, após o fecho do PSI, pelo que os investidores vão reagir esta sexta-feira. A Altri registou prejuízos de 7,3 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, em resultado do impacto das tempestades que assolaram o país em janeiro e fevereiro. Já a Corticeira Amorim começa a distribuir a 26 de maio a remuneração acionista de 0,35 euros relativa às contas de 2025 e aprovada na assembleia-geral de inícios do mês. As ações deixam de conferir direito ao dividendo dois dias úteis antes, ou seja, nesta sexta-feira. Além disso, a empresa anunciou que vai recomprar até 25 milhões de euros em ações. A líder mundial da cortiça fechou o exercício de 2025 com um resultado líquido inferior em 20% ao registado no ano anterior, com o lucro a fixar-se em 55 milhões de euros. |
| Tomada de posse do novo presidente da Fed |
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Depois da confirmação da nomeação pelo Senado dos EUA, realiza-se esta sexta-feira a cerimónia de tomada de posse do novo presidente da Reserva Federal (Fed), Kevin Warsh, escolhido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para suceder a Jerome Powell, cujo mandato terminou a 15 de maio. Trump nomeou Warsh na expectativa de que este fosse mais flexível na política de taxas de juro, mas as mais recentes indicações são de há mais membros do banco central a defender uma subida dos juros caso a inflação se mantenha elevada. |
| Novos dados na Europa |
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Há indicadores frescos a serem divulgados hoje, com destaque para o produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre na Alemanha e as vendas a retalho de abril no Reino Unido. Teremos também dados da confiança do consumidor em França, no Reino Unido e na Alemanha – onde o instituto alemão Ifo divulga também o índice do clima de negócios em maio, depois de em abril este indicador ter atingido mínimos desde a pandemia de covid-19. O Governo alemão reduziu, em abril, para metade a previsão de crescimento para 2026, de 1% para 0,5%, dado o choque energético provocado pela guerra no Irão |
| Dívida das administrações públicas em foco |
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O Banco de Portugal (BdP) divulga dados adicionais relativos à dívida das administrações púbicas em março, nomeadamente o capital alocado aos certificados de aforro e aos certificados do Tesouro. A dívida pública voltou a ultrapassar os 90% do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados no início do mês pelo BdP. |