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Bolsa de Hong Kong sobe para "bull market" após recuperar 1,1 biliões de dólares

O índice Hang Seng atingiu o "território dos touros" após uma valorização de 21% desde os mínimos atingidos em março, devido à atual pandemia. Neste período, o principal índice de Hong Kong acumulou 1,1 biliões de dólares.

1.º Hong Kong
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Julho de 2020 às 10:09
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O principal índice bolsista de Hong Kong juntou-se aos congéneres do resto do mundo em território de "bull market" nesta segunda-feira, depois de ter conseguido recuperar cerca de 1,1 biliões de dólares deste os mínimos atingidos em março deste ano. 

Com um ganho de 3,8%, o índice Hang Seng acompanhou a boa prestação no resto do continente asiático, com a China a liderar as hostes. Depois de na sexta-feira o índice CSI 300, que reúne as maiores cotadas listadas em Xangai e em Shenzhen, ter atingido um máximo de junho de 2015, hoje a bolsa de Xangai voltou a disparar mais de 4%. 

Assim, a bolsa do país acumula uma valorização de 21% desde o último mínimo, saltando para "bull market", que se regista quando um índice ou ativo valoriza mais de 20% desde o último pico em baixa. Entre as cotadas, a gigante chinesa Tencent Holdings e a Hong Kong Exchanges & Clearing contribuíram com 42% da recuperação total do índice, de acordo com os dados da Bloomberg. 

Os investidores têm comprado largas quantidades de ações cotadas em Hong Kong, enquanto que o sentimento está a ser conduzido pelas mais recentes entradas em bolsa por parte de empresas chinesas listadas em Wall Street, mas que quiseram formalizar uma dupla listagem também em Hong Kong, após as imposições dos Estados Unidos

Exemplo disso foi a JD.com, número dois do retalho na China, que levantou 3,9 mil milhões de dólares (o equivalente a 30,1 mil milhões de dólares de Hong Kong) para se listar em Hong Kong, o segundo maior IPO (oferta pública incial) do presente ano.

Antes da JD.com, também a gigante chinesa NetEase, dedicada ao "gaming" online, começou a cotar em Hong Kong. Assim que o cerco apertou para as cotadas chinesas em Wall Street, o CEO da NetEase enviou uma carta aos acionistas a avisar estar a "preparar uma dupla listagem na bolsa de Hong Kong".

O número de novos IPO (ofertas públicas iniciais) no continente asiático contrariou a tendência registada no resto do mundo e subiu, devido principalmente às novas entradas nas bolsas na China e em Hong Kong, de acordo com os dados compilados pela agência EY e divulgados pela CNBC. 

Apesar da atual pandemia em vigor, entre janeiro e junho registou-se uma subida de 2,2% de novas entradas em bolsa na região da Ásia e Pacífico, passado de 264 no mesmo período do ano passado para 270 agora. Esta subida foi sustentada sobretudo pelos novos IPO na China, que tiveram uma subida homóloga de 29% no primeiro semestre deste ano. Em termos de quantia levantada por cada IPO a subida é ainda maior: mais 72%, face ao ano anterior. 

Mesmo com a recente valorização, o Hang Seng precisa ainda de valorizar mais 10% para atingir os níveis pré-crise. Apenas nove das vinte cotadas do índice apresentam um saldo positivo em 2020.
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