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Buffett faz 90 anos e muito dinheiro

Aos 90 anos é o mais antigo e mais velho CEO de uma empresa do S&P 500. A Berkshire Hathaway continua a ser um barómetro.

Bloomberg
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 30 de Agosto de 2020 às 12:57
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Fazer 90 anos não é, hoje em dia, um marco histórico. Mas chegar aos 90 anos como uma das bússolas económicas e financeiras isso pode dizer-se que é um feito. Warren Buffett faz este domingo, 30 de agosto, 90 anos.

E, conforme escreve a Yahoo Finance, "a sua impressão digital é maior do que alguma vez tinha sido". Recebe hoje mais telefonemas de presidentes executivos, políticos e líderes do que acontecia anteriormente. E cada movimento que o seu fundo de investimentos Berkshire Hathaway faz é absorvido com atenção.

Aconteceu isso mesmo quando em abril disse que iria desfazer-se das ações ligadas ao setor da aviação. Ou quando decidiu investir, pela primeira vez, este ano em ouro. O que aliás lhe valeu críticas de que estava a investir contra o sistema económico dos estados Unidos, já que tirou de bancos para colocar no metal precioso.

Warren Buffett é admirado e seguido e não é por ter sido um exemplo do sonho americano. Buffett nasceu num meio privilegiado. O seu pai era congressista em Nebraska. Ainda assim não era uma família rica.

Warren Buffett tem hoje uma fortuna avaliada em perto de 82 mil milhões de dólares, tendo, segundo o Wall Street Journal, acumulado 90% dessa fortuna depois dos 65 anos. E nos últimos 14 anos, segundo o Business Insider, doou 37 mil milhões de dólares para projetos de solidariedade.

É o mais antigo e mais velho CEO de uma empresa do S&P 500. São mais de 50 anos na liderança da Berkshire Hathaway. O apelidado "oráculo de Omaha" tomou em mãos a empresa em 1965 tornando-a num conglomerado com um balanço de mais de 700 mil milhões de dólares e uma capitalização bolsista superior a 520 mil milhões de dólares.

Só em posições acionistas, tem mais de 200 mil milhões de dólares, sendo que 71% do valor estava, no final de junho, em quatro companhias: American Express Company – 14,4 mil milhões; Apple – 91,5 mil milhões; Bank of America – 22,6 mil milhões; e The Coca-Cola Company – 17,9 mil milhões.  (não é por acaso que diz que ingere um terço das suas calorias em Coca-Cola, além de comer "nuggets" de frango do McDonald’s três vezes por semana).

E claro que a aposta na Apple tem compensado. A empresa já chegou à marca de capitalização bolsista de 2 biliões, e a participação da Berkshire passou os 122 mil milhões de dólares. Na segunda-feira, com o stock split da empresa da maçã concluído, terá mais ações da empresa, ainda que o valor global se mantenha.

As 245.155.566 ações da Apple que detém vão transformar-se em 980 mil ações. A Apple já começa a ser considerada como um dos seus melhores investimentos.

Mas mantém atenção redobrada sobre outros investimentos. A seguradora Geico, um dos investimentos mais antigos e lucrativos de Buffett, já ultrapassou rivais como a Progressive e Allstate, mas quer que, em 10 anos, seja a líder. "A 30 de Agosto de 2030 no meu 100.º aniversário – pretendo anunciar  que a Geico tomou a liderança", declarou, em 2015, com um pedido: "marquem no vosso calendário". "Espero que no meu 100.º aniversário a Geico anuncie que ultrapassou [em prémios] a State Farm", declarou, concluindo: "mas eu também tenho de fazer a minha parte: chegar aos 100 anos".

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