Corte no "rating" da EDP "sem impacto" nas emissões de dívida da EDP
O corte no "rating" da EDP, ontem efectuado pela Moody’s, coloca a notação financeira em linha com a classificação atribuída por outras agências e não terá impacto nos termos financeiros das recentes emissões de dívida da eléctrica, assinala o BPI.
O corte no “rating” da EDP, ontem efectuado pela Moody’s, coloca a notação financeira em linha com a classificação atribuída por outras agências e não terá impacto nos termos financeiros das recentes emissões de dívida da eléctrica, assinala o BPI.
A Moody’s reduziu o "rating" da dívida de longo prazo da Energias de Portugal (EDP) de "A2" para "A3", citando o elevado endividamento da empresa.
No Iberian Daily de hoje, o BPI salienta que este corte coloca o “rating” atribuído pela Moody’s em linha com os atribuídos por outras agências, como a Fitch (A) e S&P (A-).
Segundo o banco de investimento, o corte no “rating” “não deverá ter qualquer impacto nos termos financeiros das recentes emissões de dívida, dado que nenhuma delas estava relacionada com uma alteração nos ‘ratings’” da dívida da empresa. Por isso, considera que a notícia tem um impacto “neutral” para a EDP.
Segundo a mesma fonte, a EDP emitiu 2,6 mil milhões de euros em nova dívida este ano, com um empréstimo de 1,6 mil milhões de euros em Março e uma emissão obrigacionista de mil milhões de euros em Fevereiro.
Sobre a mesma notícia, a Espírito Santo Research assinala que esta tem um impacto “ligeiramente negativo” para a EDP, dado que deve representar um custo da dívida mais elevado no futuro. Assinala contudo que a perspectiva para o “rating” é agora “estável”.
As acções da EDP seguem em alta de 0,32% para 2,839 euros. O BPI recomenda “comprar” EDP com um “target” de 4 euros. A recomendação da ESR é de “comprar”, com um preço-alvo de 3,80 euros.