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Cristina Casalinho: "Faltam pelo menos dois anos para Portugal" chegar a rating A

A presidente do IGCP afirma que que o rating A é crucial para alargar a base de investidores e beneficiar da chegada de compradores japoneses à Europa.

Cristina Casalinho
Negócios jng@negocios.pt 13 de Dezembro de 2019 às 09:05
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Cristina Casalinho considera que Portugal ainda deverá demorar dois anos a alcançar um "rating" A. Ou seja, o patamar mais elevado entre as notações das agências financeiras. Para a responsável pela agência que gere a dívida pública portuguesa, este é um passo crucial para o país alargar a base de investidores e atrair compradores japoneses.

"Quando Portugal tem neste momento as três principais agências de 'rating' com perspetivas positivas, é legítimo acalentar expectativas de que essas perspetivas positivas vão ser materializadas em 'upgrades'. Se o vai ser para 'single' A ou não, temos aqui dois passos... Estamos em BBB, temos de passar para BBB+ e depois BB e depois o A-", afirma Cristina Casalinho, presidente do IGCP, numa entrevista ao Jornal Económico, esta sexta-feira. 

A responsável refere ainda que estes processos "demoram". "Falta um bocado, é um processo lento, vai demorar", diz, acrescentando que o "caminho está a ser percorrido, as próprias agências de 'rating' estão cada vez mais confortáveis com a história de Portugal". Mas que serão necessários "pelo menos dois anos". Isto se o "padrão de comportamento se mantiver", se "não houver aqui nenhum percalço e se em todas as próximas janelas houver atuação". 

Para Cristina Casalinho, a melhoria do "rating" será um passo para o país alargar a base de investidores e beneficiar da vinda de compradores japoneses. "Em termos de alargamento geográfico da base de investidores também é importante", diz, acrescentando que "quer Espanha quer França têm vindo a fazer comentários substantivos em relação à sua base de investidores e a relevância, por exemplo, de investidores japoneses". "Devido a limitações de 'rating' é um movimento que em Portugal não temos" com a mesma magnitude, remata. 
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