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Há uma empresa do Nasdaq que valorizou mais de 4.000% este ano

Entre os melhores desempenhos do ano, dentro do índice norte-americano, destacam-se sobretudo empresas do setor da biotecnologia e farmacêutica. É o caso da Novavax, que disparou mais de 4.000%, só em 2020.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 08 de Agosto de 2020 às 15:00
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Enquanto o mundo está do avesso, com uma pandemia a precipitar a maior contração económica da história em todo o mundo, nos mercados bolsistas a situação parece ser menos gritante. Exemplo disso é o índice de tecnologia norte-americano, o Nasdaq Composite, que só este ano já valorizou mais de 22%, com as empresas do setor a beneficiarem da corrida à vacina anti covid-19 e do confinamento global a que este vírus obrigou. 

No meio de todas as valorizações do índice de referência nos Estados Unidos para o setor da tecnologia, destaca-se uma: a Novavax.

A empresa de biotecnologia é uma das candidatas a vencer a corrida alucinante pela vacina que combata o SARS-Cov-2 e, por isso, os seus acionistas mais antigos têm esfregado as mãos este ano. É que cada título da empresa valia 4 dólares em dezembro do ano passado. Agora, vale cerca de 185 dólares. Significa isto que as ações da Novavax dispararam mais de 4.000% só este ano.

Ainda esta semana, a empresa anunciou que a Fase 1 de testes da sua vacina ainda experimental mostrou resultados favoráveis com a criação de anti-corpos ao vírus nos 131 voluntários. O seu presidente, Gregory Glenn, disse que eram "boas" e "encorajadoras" notícias. 

Mas no top-10 de empresas que mais subiram no ano da pandemia estão mais seis cotadas que valorizaram mais de 1.000% só este ano, com a lista a ser quase toda preenchida por empresas do mesmo setor. Isto acontece porque, como eram companhias com menos expressão bolsista, a margem de subida era substancialmente maior face às grandes empresas de tecnologia, por exemplo, cuja avaliação de mercado estava já em máximos.

A completar o pódio das dez melhores prestações do Nasdaq surge uma empresa de marketing digital, a Izea Worlwide, com um ganho de quase 700%. 


Energia fóssil e petroleiros vão ao fundo
Se a pandemia foi boa mãe para as empresas com ligação direta à tecnologia e ciência, foi também madrasta para as energias pouco amigas do ambiente.

Exemplo disso é a Castor Maritime, empresa especialista em transporte de hidrocarbonetos, como o petróleo bruto, que viu as suas ações cair a pique durante este ano, graças à sua atividade quase nula no período de confinamento. Cada título vale menos quase 90% do que valia no final do ano passado. 

Nesta lista dos piores desempenhos do ano no Nasdaq Composite não faltam empresas rivais da Castor Maritime, ou similares. São elas a Top Ships (-87%), a Sundance Energy (-85%) ou a Seanergy Maritime Holdings (-82%).  


Gigantes cada vez mais gigantes 
Apesar das impressionantes subidas e quedas robustas mencionadas em cima, quem fez verdadeiramente mexer o Nasdaq Composite e levá-lo a máximos históricos sucessivos foram as gigantes da tecnologia bem conhecidas de todos nós. As cinco maiores empresas deste índice dos Estados Unidos valem, juntas, cerca de 6,8 biliões de dólares, o que corresponde a cerca de 68% de um índice que comporta quase 3.500 empresas.

A liderar a lista surge a Apple, que ultrapassou recentemente a Microsoft, enquanto cotada mais valiosa dos Estados Unidos, e a petrolífera Saudi Aramco, como empresa mais valiosa de todo o mundo. A empresa liderada por Tim Cook está avaliada em 1,88 biliões de dólares e só este ano valorizou quase 50%, com as vendas de iPhones a crescerem e a procura pelos seus produtos secundários a aumentar.

Mas a empresa que mais beneficiou com o confinamento em termos de capitalização bolsista foi a Amazon, com a retalhista norte-americana a disparar mais de 70% em bolsa e com o seu CEO, Jeff Bezos, a vincar a sua posição de homem mais rico do mundo, de acordo com o índice de multi milionários da Bloomberg, com uma fortuna a rondar os 190 mil milhões de dólares. 

Fora do top-5 das empresas mais valiosas destaca-se sobretudo a Tesla, que este ano leva uma valorização de mais de 250%.
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