Leilão de dívida, atas da Fed e 3 outras coisas que precisa de saber para começar o dia
Esta quarta-feira Portugal vai ao mercado para financiamento de curto prazo. É ainda dia de serem conhecidas as estatísticas do emprego em 2025. Mais para o final da tarde, as atenções centram-se nas atas da última reunião da Reserva Federal (Fed).
| Leilão de dívida por cá |
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O instituto que gere a dívida pública regressa ao mercado com a reabertura de duas emissões de bilhetes do Tesouro (BT), a 9 e 11 meses. O objetivo do IGCP, liderado por Pedro Cabeços, é angariar entre 1.500 e 1.750 milhões de euros com estas duas linhas. |
| Novos dados do INE e BdP |
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Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga as estatísticas do emprego relativas a 2025. Já o Banco de Portugal (BdP) apresenta o balanço dos fundos de investimento em dezembro, com informação sobre ativos e passivos dos fundos de investimento, desagregada por investidor, instrumento e politicas de investimento e setor investidor. |
| Inflação em França e no Reino Unido |
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São dados a conhecer os números finais da inflação de janeiro em França. No Reino Unido são também divulgados dados de janeiro: o índice de preços no consumidor e o índice de preços no retalho. |
| Atas da Fed no radar |
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A Reserva Federal (Fed) norte-americana divulga as atas da sua última reunião de política monetária, realizada a 27 e 28 de janeiro. Nesse encontro, que foi o primeiro do ano, o banco central decidiu não mexer nos juros diretores, com a taxa dos fundos federais a manter-se num intervalo entre 3,5% e 3,75%. A próxima reunião de política monetária da Fed decorre a 17 e 18 de março e nesse encontro serão também apresentadas as projeções económicas trimestrais, bem como o “dot plot” – mapa trimestral que mostra como cada representante do banco central estima as mexidas nos juros diretores. No “dot plot” de dezembro, a Fed sinalizou uma única descida, de 25 pontos-base, da taxa diretora em 2026. Agora, com os bons dados recentes, já há quem aponte para duas ou três subidas. Esta será a primeira reunião depois de se saber quem Donald Trump quer que suceda a Jerome Powell à frente da Fed quando este terminar o seu mandato, em maio próximo. Será Kevin Warsh, que tem um posicionamento duro em matéria de política monetária, o que significa que, no longo prazo, os juros diretores não irão ficar mais baixos (o que enfraqueceria adicionalmente o dólar). Warsh poderá até “ceder” um pouco ao chefe da Casa Branca e cortar a taxa dos fundos federais no curto prazo, mas a tendência será a de não ter uma política demasiadamente acomodatícia, fazendo assim jus à sua postura de “falcão”. |
| API revela inventários de crude |
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A associação comercial American Petroleum Institute (API) revela os dados dos stocks de crude nos EUA na semana terminada a 7 de fevereiro. No dia seguinte, o Departamento norte-americano da Energia divulga os níveis oficiais. |