Kevin Warsh deverá ser o novo presidente da Fed
Kevin Warsh tem 55 anos, nasceu em Nova Iorque e é afiliado no partido republicano
Kevin Warsh, antigo membro do conselho de governadores da Reserva Federal (Fed) dos EUA, está à frente na corrida para ser o novo líder do banco central americano e deverá ser nomeado já nesta sexta-feira, segundo avançam vários meios de comunicação americanos. A Bloomberg escreve mesmo que, na quinta-feira, Kevin Warsh visitou a Casa Branca.
Kevin Warsh era um dos quatro nomes finalistas da administração Trump para assumir o cargo de presidente da Reserva Federal, juntamente com Kevin Hasset (que durante muito tempo foi apontado como o favorito ao cargo), Cristopher Waller e Rick Rieder, este último ligado à BlackRock e cujo nome começou a ganhar força nos últimos dias.
Kevin Warsh foi membro da Fed entre 2006 e 2011, em plena crise financeira, e já trabalhou como conselheiro económico da administração de George W. Bush.
O anúncio do novo presidente da Fed vai ser feito ainda durante esta sexta-feira, depois de Donald Trump ter voltado a "ziguezaguear": primeiro disse que o sucessor de Jerome Powell só seria conhecido na próxima semana, para na madrugada sexta-feira ter dito que afinal será já hoje.
"Muitas pessoas pensam que [o escolhido] é alguém que poderia ter estado lá há alguns anos", disse Trump numa declaração enigmática sobre a sua nova escolha. No entanto, a Bloomberg sublinha que até ao anúncio oficial por parte de Donald Trump, a escolha mantém-se em aberto.
Kevin Warsh tem 55 anos, nasceu em Nova Iorque e é afiliado no partido republicano. O nome dele chegou a ser apontado para o cargo de secretário do Tesouro americano, na nova administração Trump, mas a escolha acabaria por recair sobre Scott Bessent.
A sucessão de Jerome Powell à frente da Fed tem sido bastante polémica, com o atual presidente da Reserva Federal e outros membros a terem sofrido muita pressão política de Trump para que fosse feita uma redução mais agressiva das taxas de juro diretoras.
Na quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) norte-americana terminou a primeira reunião do ano sem mexer nos juros diretores, com a taxa dos fundos federais a manter-se num intervalo entre 3,5% e 3,75%.
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