Mercados Medo de segunda vaga da pandemia derruba Wall Street

Medo de segunda vaga da pandemia derruba Wall Street

Wall Street terminou a sessão desta terça-feira pintada de vermelho com os receios de uma segunda vaga da pandemia a pesar nos investidores.
Medo de segunda vaga da pandemia derruba Wall Street
Reuters
Pedro Curvelo 12 de maio de 2020 às 21:11

As bolsas de Nova Iorque fecharam com quedas superiores a 2%, pressionadas pelas declarações de Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas alertando para os riscos de um ressurgimento da pandemia devido a uma reabertura económica prematura.

O Dow Jones encerrou a perder 1,89%, para os 23.764,78 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 2,05%, terminando a jornada nos 2.870,12 pontos. E o tecnológico Nasdaq interrompeu a sequência de seis ganhos consecutivos com uma queda de 2,06%, mantendo-se por um triz acima da fasquia dos nove mil pontos (9.002,55 pontos) e quase apagando os ganhos desde o início do ano, que se situam agora em 0,33%.

Os relatos de novos surtos do coronavírus na China, Coreia do Sul e Alemanha após o fim dos "lockdowns" deram força aos receios dos investidores.

"Resume-se a ciência contra a Reserva Federal. A Fed tem apoiado o mercado…Quem irá ganhar?", refere Phil Blancato, diretor executivo da Ladenburg Thalmann Asset Management à Reuters.

"Do ponto de vista da ciência se abrirmos demasiado depressa voltaremos aonde estávamos. Mas se não abrirmos de todo teremos uma doença económica", acrescenta.

No S&P 500 o setor mais castigado era o imobiliário, enquanto o setor financeiro também perdia acima de 1%, com destaque para a queda de cerca de 7% da BlackRock, após o seu maior acionista, o PNC Financial Services Group ter revelado que pretendia vender a totalidade da sua participação, de 22%, na maior gestora de ativos do mundo.

Pela positiva destacaram-se a empresa de entrega de comida GrubHub, que disparou 35% após ser noticiado que a Uber estaria em negociações avançadas para comprar a empresa, e a Tesla, que valorizou 1,8% com o apoio de Donald Trump a que seja autorizada a reabertura da fábrica na Califórnia.




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