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Merlin Properties chega à bolsa nacional até ao final do ano

Os preparativos para a entrada na bolsa portuguesa da Merlin Properties estão a correr de feição: a empresa adianta o prazo e está confiante que começa a cotar em Lisboa até dezembro.

Pedro Catarino
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 04 de Outubro de 2019 às 14:00
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A Merlin Properties já tinha anunciado a intenção de cotar em Portugal, mas o prazo para a estreia acaba de encurtar: a imobiliária espanhola prevê chegar à bolsa portuguesa antes do final de 2019.

A imobiliária espanhola afirma que, dado o avanço do processo burocrático e tendo em conta os contactos com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Interbolsa, a perspetiva é que a empresa estreie na bolsa portuguesa até ao final de 2019 – muito provavelmente, mais perto de dezembro. Anteriormente, a empresa contava que apenas fosse possível concluir o processo durante o primeiro trimestre de 2020.

O anúncio foi feito por Fernando Ramirez, diretor em Espanha, acompanhado da diretora espanhola Inês Arellano e do diretor em Portugal, João Cristina.  

Tal como o Negócios noticiou, a Merlin Properties pretende avançar com um processo de ‘dual listing’, isto é, cotar em Portugal com os mesmos ativos com que está presente no mercado espanhol. Em Madrid, a capitalização bolsista da Merlin é de 5.989 milhões de euros.

A imobiliária espanhola quer entrar na bolsa nacional tendo em conta, sobretudo, os ganhos em termos de visibilidade, os quais considera importantes no momento de negociar ativos no mercado português. Os ativos em Portugal pesam cerca de 10% na carteira da Merlin. Por cá, a empresa detém oito ativos de escritórios, dois centros comerciais – Almada Forum e Monumental – e a Plataforma Logística Lisboa Norte, num total de 43 milhões de euros.

SIGI, para já, não

Questionados acerca da possível adesão ao regime que está a ser criado em Portugal para as Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI), os responsáveis da Merlin afirmam que se mantém uma possibilidade para o futuro mas, para já, não é uma hipótese.

Arellano explica que, de momento, a legislação está ainda muito aberta a interpretações e necessita de ser mais bem definida. Uma evolução que vê como natural quando comparando a realidade portuguesa com a espanhola. Em terras de "nuestros hermanos" o estatuto equivalente ao de SIGI, o de SOCIMI – e ao qual a Merlin aderiu – também teve de maturar antes de suscitar o interesse desejado. E existe um obstáculo mais palpável: a Merlin não tem, nem pretende para já ter, subsidiárias em território português que sejam independentes da holding espanhola – um dos critérios exigidos pelo governo para que se adira ao regime.

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