Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Navigator dispara mais de 5% após mostrar contas "reconfortantes"

O Caixabank BPI defende, contudo, "alguma cautela", tendo em conta as incertezas levantadas pela evolução da pandemia de covid-19.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 28 de Outubro de 2020 às 11:30
  • Assine já 1€/1 mês
  • 6
  • ...

A Navigator está a subir mais de 5% em bolsa, na primeira sessão desde que apresentou os resultados do terceiro trimestre, os quais os analistas do Caixabank BPI consideram "reconfortantes". Apesar da marca financeira divulgada ser consideravelmente abaixo da do ano anterior, a empresa conseguiu recuperar face ao segundo trimestre, e decidiu ainda surpreender os seus trabalhadores com prémios e com o adiantamento de alguns benefícios.

A Navigator segue com uma subida de 4,52% para os 1,942 euros, mas já esteve a somar 5,49% para os 1,96 euros. A subida permite à empresa afastar-se do mínimo de 2012 que atingiu na última sessão, consequência de uma longa sucessão de quebras. A valorização ganha mais significado por acontecer uma sessão de quedas fortes dos mercados europeus e na praça portuguesa, que negoceia em mínimo de cinco meses.

A The Navigator Company registou nos primeiros nove meses deste ano um resultado líquido de 75,2 milhões de euros, o que revela uma quebra de 49% face aos 147,5 milhões apresentados no mesmo período de 2019. No entanto, do segundo para o terceiro trimestre, o grupo registou uma recuperação da atividade, com crescimentos de 20% do volume de negócios para 348 milhões de euros e um resultado líquido de 31 milhões de euros, aumentando 133% em relação ao trimestre anterior. Um valor que supera largamente as estimativas do CaixaBank BPI, que apontavam para lucros de 21 milhões de euros no terceiro trimestre.

De acordo com a nota emitida pela mesma casa de investimento após a divulgação dos resultados, os números surpreendentes resultam de "margens mais fortes do que o esperado", conjugadas com mais uma "redução forte da dívida". O aumento das margens relaciona-se com uma redução de custos fixos de 30 milhões de euros, que se insere na promessa da empresa de cortar 46 milhões nestes custos até ao final do ano.

Neste contexto, "vemos valor neste título e uma apresentação de resultados reconfortante pode dar suporte ao preço da ação", dizem os analistas. Contudo, ressalvam que os preços do papel UWF "mantêm-se numa tendência negativa e a incerteza continua alta, o que deverá trazer volatilidade ao preço da ação". Assim, a mesma casa de investimento defende "alguma cautela" tendo em conta as incertezas levantadas pela evolução da pandemia de covid-19, mas aponta uma "inclinação para o terreno positivo nesta fase". 

Paralelamente à prestação de contas aos investidores, a papeleira arranjou "espaço" para se dirigir também aos trabalhadores, e anunciou no mesmo dia que estes vão receber o subsídio de Natal antes do previsto, assim como outros benefícios que incluem pagamento de férias não gozadas, folgas acumuladas e uma "gratificação extraordinária", numa operação cujo montante total supera os 10 milhões de euros, de acordo com a empresa.

Esta quarta-feira, a papeleira destaca-se no verde, tomando a liderança das subidas e fazendo-se acompanhar das pares do setor, Altri e Semapa, que também somam 0,68% e 1,98%, respetivamente. Isto, num dia em que o sentimento negativo reina entre as praças europeias, acusando a preocupação face às crescentes restrições que a segunda vaga da pandemia está a impor.

Ver comentários
Saber mais Caixabank BPI Navigator economia negócios e finanças mercado e câmbios bolsa Informação sobre empresas
Outras Notícias