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Navigator com lucros de 75 milhões até setembro

O volume de negócios da produtora de pasta e papel cresceu 20% do segundo para o terceiro trimestre e o EBITDA recuperou 36%. O resultado líquido até setembro revela um recuo, em termos homólogos, de 49%.

Navigator
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 27 de Outubro de 2020 às 18:21
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A The Navigator Company registou nos primeiros nove meses deste ano um resultado líquido de 75,2 milhões de euros, o que revela uma quebra de 49% face aos 147,5 milhões apresentados no mesmo período de 2019.

No comunicado de apresentação dos resultados, a produtora de pasta e papel salienta que o volume de negócios até setembro apresentou um recuo de 18,1% para 1.044 milhões de euros, tendo as vendas de papel representado cerca de 68% do volume de negócios, as de pasta 11%, as de tissue 10% e as de energia também 10%.

No entanto, do segundo para o terceiro trimestre, o grupo registou uma recuperação da atividade, com crescimentos de 20% do volume de negócios para 348 milhões de euros, e de 36% do EBITDA para 70 milhões. Também o resultado líquido entre julho e setembro atingiu os 31 milhões de euros, aumentando 133% em relação ao trimestre anterior (quando foi de 13,4 milhões). Este valor supera largamente as estimativas do CaixaBank BPI, que apontavam para lucros de 21 milhões de euros no terceiro trimestre.

"Com a reabertura das economias e a recuperação progressiva da procura de papel, a Navigator verificou uma melhoria significativa na sua atividade durante o terceiro trimestre. A rápida adaptação às alterações de mercado e o consequente esforço comercial, o bom desempenho operacional do negócio de pasta e de tissue, assim como uma rigorosa atuação ao nível dos custos, permitiram registar uma forte geração de cash flow livre e incrementar de forma significativa os resultados face ao trimestre anterior", salienta a empresa agora liderada por António Redondo.

No conjunto dos primeiros nove meses do ano, o grupo reconhece que o negócio de papel UWF foi diretamente impactado pelo confinamento e resultou num volume de vendas de 934 mil toneladas, inferior em 14% ao período homólogo. No entanto "as vendas de pasta e de tissue compensaram parcialmente, tendo as primeiras crescido 39% para 297 mil toneladas e as de tissue 7% para 79 mil toneladas". 

O EBITDA registou até setembro um recuo de 29,9%, em termos homólogos, para 210,5 milhões de euros, frisando a Navigator que "a redução expressiva dos custos de produção variáveis e a forte contenção de custos fixos – em 30 milhões - permitiu atenuar a quebra dos preços de venda e a obtenção de uma margem EBITDA/vendas acima de 20%".

Até setembro os custos financeiros situaram-se em 9,1 milhões, uma melhoria de 2,3 milhões em termos homólogos.


A geração de cash flow livre atingiu, por seu lado, os 170,4 milhões, com o investimento a somar 69,7 milhões, menos 49,2% do que no mesmo período de 2019.  Já o  endividamento líquido reduziu-se em 132 milhões para 644 milhões de euros, mantendo-se o rácio de dívida líquida/ EBITDA em 2,28 X. O grupo refere ainda ter reforçado a liquidez em caixa e equivalentes para 345 milhões de euros.

Procura de papel recupera


No negócio do papel, a Navigator assinala que depois dos "adversos" meses de abril e maio " verificou-se uma recuperação gradual da procura a partir do mês de junho, uma tendência que, com a reabertura das economias,  se veio a confirmar ao longo do terceiro trimestre". A empresa, que chegou a parar as máquinas e recorrer ao lay off,  voltou assim a incrementar a sua produção de papel a partir de julho, estando todas as suas máquinas a laborar desde então.

Segundo refere, no final de setembro a taxa de utilização de capacidade da Navigator situava-se em cerca de 90%, os seus níveis de stocks mantinham-se alinhados com os do ano anterior (em 17 dias) e a sua carteira de encomendas situava-se num nível de 26 dias.


Já na pasta, um mercado que se mostrou "bastante resiliente ao contexto adverso da redução de atividade decorrente da pandemia", a Navigator sublinha que conseguiu registar um volume de vendas para mercado significativamente superior ao ano anterior (cerca de mais 39% em toneladas).


No entanto, acrescenta que o forte aumento das quantidades vendidas "não foi suficiente para mitigar o impacto da redução do preço médio de venda de pasta no período", tendo o valor destas vendas registado um recuo de 3% para 118 milhões.


O negócio de tissue, por seu lado, "evoluiu favoravelmente ao longo dos primeiros nove meses, com as vendas em volume a atingir 79 mil toneladas, o que representa um incremento de 7% em relação a igual período de 2019", com um crescimento do volume de negócios de tissue de cerca de 5%, para 106,7 milhões.


A venda de energia elétrica nestes nove meses totalizou 106,8 milhões, o que representa uma redução de 12,9% face ao período homólogo do ano anterior.

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