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Ordens executadas no mercado português subiram mais de 50% para 33 mil milhões. BCP lidera

O volume de ordens executadas no mercado português disparou para acima dos 33 mil milhões no segundo trimestre deste ano, de acordo com a CMVM.

Pedro Catarino
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Julho de 2020 às 13:02
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O volume de ordens executadas nos mercados, através de intermediários financeiros a operar em Portugal, disparou 54,7% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano anterior, para os 33,688 mil milhões de euros, de acordo com os dados divulgados hoje pela CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

Em termos trimestrais, registou-se uma subida bem menos pronunciada (+4,6%), tendo em conta o período entre janeiro e março deste ano, mostrando que a pandemia e o confinamento consequente despoletaram o apetite pelo "trading", como nos mostraram os dados do "day trading" também da CMVM.

No segmento das ações, o Banco Comercial Português (BCP) continua a ser o intermediário financeiro com a quota de mercado mais elevada (32,6%), seguido do Banco Santander Totta (17,4%) e do Caixa - Banco de Investimento (12,7%), mostra o relatório trimestral de intermediação financeira.

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem situaram-se em 2,5 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma subida de 2,9% face ao período homólogo.

Já no segmento da transação de dívida pública liderou o BNP Paribas - Sucursal em Portugal (98,8%), seguido do Banco Santander Totta, com uma quota de mercado de 0,8%, e do Caixa - Banco de Investimento (0,2%). Nas ordens sobre dívida privada, o BNP Paribas - Sucursal em Portugal teve a maior quota de mercado, com 95,4%, seguido do Banco Santander Totta (3,7%) e do Banco Comercial Português (0,2%).

As ordens executadas sobre dívida privada e dívida pública cresceram face ao primeiro trimestre, respetivamente 40,2% e 0,5%, enquanto sobre ações recuaram 5,1%.

No mercado a prazo, o valor transacionado entre abril e junho totalizou 33,202 mil milhões de euros, mais 29,7% do que nos três meses anteriores e menos 16,6% face ao valor registado em igual período de 2019.

Os CFDs - um contrato por diferença - representaram 58,9% do total de ordens executadas neste mercado, tendo o valor negociado neste instrumento financeiro sido de 19,545 mil milhões de euros. Os contratos de futuros pesaram 0,3% do total, as opções pesaram 9,1% e os outros derivados 31,7%.

Os contratos de derivados foram o ativo subjacente mais procurado no período considerado (54,9% do total), com o valor das ordens a totalizar 18,233 mil milhões de euros.

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