Mercados Portugal é o quarto país europeu com mais cartões bancários por habitante

Portugal é o quarto país europeu com mais cartões bancários por habitante

Cada português tem, em média, dois cartões bancários. No final do ano passado, estavam ativos quase 24 milhões de cartões, revela o Banco de Portugal.
Portugal é o quarto país europeu com mais cartões bancários por habitante
Raquel Godinho 29 de abril de 2019 às 13:23
Estavam ativos, no final de 2018, 23,6 milhões de cartões bancários, revela o Relatório dos Sistemas de Pagamentos de 2018 do Banco de Portugal, publicado esta segunda-feira. Isto significa que, em média, cada habitante possuía dois cartões, o que compara com a média de 1,6 cartões por habitante da União Europeia. Portugal é, assim, o quarto país da União Europeia com mais cartões por habitante.
Dos 23,6 milhões de cartões ativos, no final do ano passado, 21,8 milhões tinham funcionalidade de débito e 8,5 milhões a funcionalidade de crédito. Face a 2017, registou-se um crescimento de 4,1% nos cartões de débito e um acréscimo de 2,3% nos cartões de crédito. O Banco de Portugal revelou ainda que, no final do ano passado, 38% dos cartões já possuía a tecnologia contactless.
"Os cartões são o instrumento de pagamento mais utilizado em Portugal, excluindo o numerário: em 2018, foram utilizados em 86,6% dos pagamentos de retalho", adiantou o Banco de Portugal. Foram processadas 2.368 milhões de operações com cartão, no montante global de 125,3 mil milhões de euros. Por dia, foram realizadas, em média, 6,5 milhões de operações com cartão, sendo que o valor médio por operação é de 53 euros.
No ano passado, foram processados 2,7 mil milhões de operações de pagamento em Portugal, no valor de 491,5 mil milhões de euros, mais 7,6% em número e mais 7,3% em valor do que no ano anterior. Por dia, foram processadas 7,9 milhões de operações de pagamentos. 
Verificou-se um aumento das operações através de instrumentos eletrónicos e um decréscimo dos instrumentos baseados em papel. Excluindo o numerário, 98% das operações são efetuadas com instrumentos eletrónicos, nomeadamente cartões, débitos diretos e transferências. As maiores taxas de crescimento ocorreram nas transferências e nos cartões.
Foram efetuados 180,2 milhões de débitos direitos, tendo havido uma taxa de rejeição de 12%. Destes que foram rejeitados, 79% foi devido a falta de provisão. Cada português tem 24 pagamentos por débito direto, um número abaixo dos 49 médios na União Europeia. Além disso, foram passados 29,9 milhões de cheques, menos 12,2% do que no ano anterior. Destes, 128,1 mil foram devolvidos, dos quais 65,5% por falta de provisão.
Relativamente às caixas automáticas, estas decresceram 2,3% face a 2017 para 14,1 mil caixas, devido ao encerramento de agências e a uma maior racionalização por parte dos bancos. Portugal ocupa a segunda posição na União Europeia em termos de caixas automáticas por habitante. Já os terminais de pagamento, os TPA, cresceram 8,7%.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI