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Portugueses têm quase 169 mil milhões em depósitos. Quase metade está à ordem

O valor aplicado em depósitos voltou a aumentar em outubro, apesar do ambiente de juros nulos e taxas de inflação crescentes.

Os depósitos continuam a ser o produto que recolhe a maioria do dinheiro            dos portugueses. Pesam metade das poupanças.
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Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 26 de Novembro de 2021 às 13:55
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Os depósitos detidos pelas famílias portuguesas engordaram 637 milhões de euros em outubro, voltando a aproximar-se dos 169 mil milhões de euros e de valores recorde. Apesar deste crescimento, é cada vez maior a fatia do capital que fica à ordem. Cerca de metade deste dinheiro estava parado na conta.


Os portugueses tinham, no final de outubro, 168,7 mil milhões de euros em depósitos, segundo adiantou o Banco de Portugal esta sexta-feira. Este valor representa um crescimento de 6,9% em relação ao mesmo mês do ano passado e um aumento de 637 milhões de euros face aos 168,2 mil milhões que estavam depositados nos bancos nacionais um mês antes.


A aumentar está o peso do dinheiro que fica à ordem. "Os depósitos à ordem representavam 47% do total dos depósitos detidos por particulares quando, há cinco anos, correspondiam a 30%", realça o Banco de Portugal. Uma mudança que o regulador explica com "o contexto de taxas de juro baixas observadas nos últimos anos e a facilidade com que os bancos se têm financiado junto do Eurosistema".


Contas feitas, os aforradores portugueses tinham 88,8 mil milhões de euros em depósitos com prazo contratado no final de outubro, enquanto 79,99 mil milhões estavam parados na conta à ordem.


Os juros pagos pelos bancos pelo dinheiro dos depositantes baixaram para valores próximos de zero nos últimos anos, reflexo da descida da taxa diretora do Banco Central Europeu (BCE) para zero e das Euribor para valores negativos.


Os bancos nacionais pagavam, em setembro, 0,04% nas novas operações de depósito. Trata-se de um novo mínimo histórico, inferior aos 0,05% pagos em agosto.

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