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Tesouro adia reembolso de 947 milhões em dívida para 2031 e 2052

Agência liderada por Cristina Casalinho emitiu dívida a 10 e 31 anos para compensar ter ido buscar ao mercado títulos que venciam dentro de dois e três anos.

Bruno Simão
27 de Outubro de 2021 às 10:45

Portugal voltou a atirar mais parte o reembolso de dívida pública. A Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública realizou esta quarta-feira uma troca de obrigações do Tesouro (OT) que permitiu alongar a maturidade de um total de 947 milhões de euros por um período que vai até às três décadas.

Nesta oferta, foram recomprados 205 milhões de euros em títulos que atingiam a maturidade em 2023, bem como outros 742 milhões cujo prazo era no ano seguinte. Em contrapartida, foram vendidas 681 milhões de euros em obrigações que só terão de ser reembolsadas a partir de 2031 e ainda 681 milhões de euros com maturidade em 2052.

Este tipo de operação tem feito parte da estratégia do IGCP para aproveitar o ambiente de baixas taxas de juro. Os títulos que o IGCP foi ao mercado recomprar têm uma taxa de cupão de 4,95%, na maturidade a 2023, e de 5,65%, na linha de fevereiro de 2024.

Estas taxas são superiores às das linhas que o IGCP ofereceu. Na linha benchmark, a 10 anos, a yield de Portugal negoceia próxima de 0,39% em mercado secundário. Já no caso da dívida de longo prazo, a yield situa-se nos 1,23%. O país tinha relançado esta linha em fevereiro com uma venda sindicada.

Além de diminuir os encargos com a gestão da dívida, estes leilões também servem para aliviar o fardo nos próximos anos. Só em obrigações do Tesouro, Portugal tem 8.832 milhões a devolver ao mercado em 2022. Em 2023, o valor cai para 11.150 milhões de euros e, no ano seguinte, para 11.022 milhões, graças a este leilão.

Esta é a quinta operação de recompra ou troca de dívida realizada por Portugal este ano e a terceira em pouco mais de um mês.

Na semana passada, a agência liderada por Cristina Casalinho recomprou 268 milhões de dólares, que faziam parte de uma emissão de 4,5 mil milhões, naquela que tinha sido, na altura, a primeira transação em dólares desde 2010, e já depois de completado o plano da troika. Além deste, o IGCP também já tinha ido ao mercado em meados de julho para um leilão reverso no qual recomprou 1,12 mil milhões de dólares.

(Notícia atualizada às 11h05)

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