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Bill Gross processa Pimco em "centenas de milhões" de dólares

O gestor daquele que já foi o maior fundo de obrigações foi despedido. Saiu da gestora da Allianz para a Janus, mas agora avançou contra a Pimco. Diz que foi uma "cabala".

Reuters
Paulo Moutinho 08 de Outubro de 2015 às 16:58
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Bill Gross processou a Pacific Investment Management Co., bem como a "casa mãe", a Allianz SE, procurando uma indemnização de "centenas de milhões de dólares" porque, diz o "rei das obrigações", foi injustamente despedido. Alega que foi alvo de uma "cabala" dos administradores da gestora que só queriam ficar com uma "fatia" maior do "bolo" dos bónus.


"Conduzidos pelo desejo de poder, a ganância e o desejo de melhorarem as suas próprias situações financeiras bem como a reputação à custa da dos investidores e da decência, uma cabala dos directores da Pimco levou-os a empurrarem Bill Gross a sair para ficarem com parte dos lucros", diz a acusação apresentada por Gross.


Neste documento entregue esta quinta-feira, 8 de Outubro, no tribunal de Santa Ana, na Califórnia, Gross, que saiu da Pimco em 2014 para a Janus Capital, onde gere um fundo de 1,38 mil milhões de dólares, diz que "o seu impróprio, desonesto e pouco ético comportamento tem de ser exposto".


O "rei das obrigações" saiu da Pimco sem o bónus que antecipava receber, no valor de 250 milhões de dólares referente a 2014. Agora, com este processo intentado contra a gestora que ajudou a fundar, mas também a Allianz, que detém a Pimco, alega que lhe devem "centenas de milhões" dólares por despedimento injustificado, quebra de contrato, mas também violação do pacto de boa fé e negociação justa.

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