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Há 6 fundos que rendem mais de 35% num ano. Metade investe na bolsa portuguesa

Os fundos que investem em ações cotadas nas praças ibéricas destacam-se na lista dos 10 melhores desempenhos, no prazo de um ano, segundo os dados da APFIPP.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 07 de Outubro de 2021 às 18:31
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O investimento em fundos está em máximos. E quem tem confiado o dinheiro a estes produtos de poupança tem razões para estar satisfeito, com a maioria dos produtos a brindar os investidores com resultados positivos. No topo da tabela, há fundos que rendem até 47%. E são os produtos que investem em ações nacionais que se destacam com os retornos mais elevados.

Os fundos de investimento nacionais captaram, em agosto, investimento pelo 16.º mês consecutivo. As subscrições líquidas atingiram os 459,6 milhões de euros, um montante que elevou para 2.791,2 milhões o valor levantado em subscrições no acumulado dos primeiros oito meses do ano, segundo os dados divulgados no relatório mensal da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Este crescimento ocorre num período de ganhos nos mercados financeiros e com a subida da inflação a ameaçar os retornos de ativos com juros mínimos, como os depósitos a prazo ou mesmo os produtos de poupança do Estado. E, até agora, a confiança nos fundos está a ser recompensada.

Segundo a APFIPP, há seis fundos que sobem mais de 35%. Alargando a análise para os 10 melhores fundos nos últimos 12 meses, os retornos oscilam entre 29,9% e 46,6%. E os fundos que investem em ações nacionais e ibéricas destacam-se na lista dos melhores fundos num ano.




O Montepio Euro Financial Services lidera os retornos com uma valorização de quase 47%, suportado pela recuperação das ações do setor financeiro. Allianz, ING e BNP Paribas são atualmente as maiores posições na carteira, segundo a Morningstar.

Na lista dos fundos mais rentáveis a um ano seguem-se seis produtos com estratégias de investimento focadas na aposta em ações nacionais e ibéricas. Os fundos do BPI – Ibéria e Portugal – acumulam ganhos próximos de 44%, enquanto o Caixa Ações Portugal Espanha e os fundos de ações nacionais da GNB e da IMGA somam todos mais de 36% a 12 meses.

Com valorizações superiores a 30% segue também o IMGA Iberia Equities ESG, um fundo que privilegia critérios sustentáveis.

Jerónimo Martins, BCP, Sonae SGPS, Navigator e EDP Renováveis destacam-se na lista das maiores participações nas carteiras destes fundos focados no investimento em Lisboa.

A bolsa portuguesa dispara mais de 33% nos últimos 12 meses concluídos a 1 de outubro, animada pela escalada de empresas como o BCP, a EDP Renováveis ou as papeleiras. Das 19 cotadas da bolsa, 14 disparam mais de 20% e apenas uma – Pharol – segue no vermelho. aqui ao lado, em Madrid, o Ibex-25 valoriza mais de 30% em igual período. Desempenhos que têm suportado as fortes valorizações registadas pelos produtos que investem nestas duas regiões.

Apesar dos fortes desempenhos, estes fundos captam apenas uma quantia marginal do investimento nos fundos. No final de agosto, os fundos de ações nacionais geriam 86,6 milhões de euros, ou 0,5% do património global, enquanto os fundos de ações ibéricas mantinham em carteira pouco mais de 31 milhões de euros.

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