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Juros dos depósitos sobem há três meses. Dinheiro aplicado bate novo máximo

Portugal subiu uma posição nos países da Zona Euro que melhor remuneram os depósitos a prazo. Mas mantém-se como uma das mais baixas.

Juros dos depósitos sobem há três meses. Dinheiro aplicado bate novo máximo
Juros dos depósitos sobem há três meses. Dinheiro aplicado bate novo máximo Adam Gault
11:22

A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou pelo terceiro mês consecutivo: passou de 1,42% em março para 1,44% em abril, segundo dados do Banco de Portugal revelados nesta sexta-feira.

Nos novos depósitos com prazo até um ano, que representam 97% do total de novos depósitos feitos por particulares em abril, a taxa de juro média aumentou assim 0,02 pontos percentuais.

Esta subida foi suficiente para Portugal subir uma posição na lista de 21 países da Zona Euro na remuneração dos depósitos a prazo. Portugal continua, mesmo assim, significativamente abaixo da média europeia, tendo a sexta taxa média de remuneração mais baixa. Segundo os dados do BdP, a taxa de juro média dos novos depósitos aumentou 0,05 pontos percentuais em abril, nos países da Zona Euro, para 1,91%, o que representa uma diferença de 0,47 pontos percentuais face à média portuguesa.

Os mostram também que o valor aplicado a depósitos a prazo aumentou 288 milhões de euros nesse mês, totalizando 13.398 milhões de euros, "o valor mais elevado da série histórica".

Já do lado das empresas, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo fixou-se em 1,83% em abril em Portugal, mais 0,04 pontos percentuais do que no mês anterior. "O montante das novas operações de depósitos totalizou 11.326 milhões de euros, menos 188 milhões do que em março", lê-se na análise do Banco de Portugal.

As remunerações dos depósitos começam a antecipar uma possível subida das taxas de juro diretoras, como resultado dos saltos registados na inflação e deverão levar à adoção de políticas monetárias mais restritivas (juros mais altos nos depósitos promovem a poupança e refriam o consumo e o crédito).

Taxas do crédito à habitação em subida

A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 2,86% em abril, o que representa um aumento de 0,05 pontos percentuais face ao mês anterior. Um valor que tinha sido atingido pela última vez em julho de 2025. Já a taxa de juro dos contratos renegociados aumentou 0,01 ponto percentual para 2,80%.

Em abril, 85% dos créditos à habitação contratados eram de taxa mista. "Nas novas operações a taxa mista, a taxa de juro média aumentou 0,03 pp, para 2,74%. Nas novas operações a taxa variável, subiu 0,14 pp, para 2,96%".

Portugal volta a contrastar com a média da Zona Euro, desta feita na taxa de juro de empréstimos à habitação, que se fixou no conjunto dos 21 países nos 3,43%, um aumento de 0,08 pontos percentuais. "Portugal apresentou a quarta taxa de juro mais baixa entre os países da área do euro, a mesma posição que ocupava no mês anterior", lê-se no relatório do Banco de Portugal. 

(Notícia atualizada às 11:49 com mais informação)

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